A previsão é de que a Paraíba feche 2017 com déficit na previdência de um bilhão e cem milhões de reais. A informação é da PBPrev, entidade responsável pela previdência no estado. Em 2015, segundo dados do Ipea, o rombo ficou próximo de 13%. Em 2006, ficou em torno de 6,5%. Para o ano que vem, o Governo Federal estima que o déficit previdenciário nacional ultrapasse os 180 bilhões de reais. O presidente da PBPrev, Yuri Lobato, defende que haja uma reforma no sistema.
“A gente tem aguardado com muita ansiedade essa questão da reforma da Previdência, para ver se traz alguma solução, se equaciona o nosso problema.”
Apesar de defender a proposta, Yuri acredita que o assunto gerou dúvidas na população. Ele afirma que o número de aposentados cresceu substancialmente depois do anúncio.
“Nós estamos numa curva de novos benefícios muito grande, tem toda uma geração se aposentando. A publicidade da reforma da Previdência aumentou isso aí, muita gente que se achava prejudicado correu para se aposentar.”
O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Bruno Ottoni esclarece que a reforma não vai mexer em direitos já garantidos pela Constituição Federal.
“Do ponto de vista constitucional, os direitos adquiridos não podem ser retirados. Então, não há perda dos direitos no sentido de que aquelas pessoas que têm uma previsão, já estavam em vias de se aposentar ou já estão hoje aposentadas não terão nenhuma alteração no seu regime.”
A Proposta de Emenda à Constituição que trata da reforma da Previdência deve ser votada ainda no início de dezembro.
Reportagem, Jalila Arabi.