Saúde - undefined·22 de novembro de 2017

PARAÍBA: Demanda por doação de sangue aumentou desde a década de 1990

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O conjunto franciscano, formado pela igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio, é um dos mais belos monumentos arquitetônicos de João Pessoa. O belo cenário, mais as praias paradisíacas do estado, não tem inspirado o paraibano a praticar um gesto de solidariedade tão necessário nos últimos tempos: doar sangue. Infelizmente, nos últimos anos, a violência, envolvendo brigas de trânsito, crimes praticados com arma branca e de fogo, aumentou a procura por doação de sangue no estado. A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente do Hemocentro de João Pessoa, Tereza Navarine, explica essas transformações.

“Nós estamos na Paraíba desde a década de 90. Então, a demanda que existia naquela época era uma demanda totalmente diferente. Nossa demanda, hoje, é bem mais aumentada em relação a outras condições que a Paraíba tenha enfrentado. Aumento da violência, doenças crônicas e as demandas específicas em si, como cirurgias e doenças hematológicas. Nós tínhamos, antigamente, um esquema de captação voltado para aquele público mínimo e hoje é uma captação mais agressiva.”

De acordo com Tereza, a equipe do serviço social do hemocentro é responsável por captar os doadores voluntários, mensalmente, independentemente de demanda ou campanhas. Entre outras ações, o trabalho consiste em ministrar cursos e palestras de conscientização em empresas, hospitais, universidades e instituições parceiras. As redes sociais também são utilizadas para a mobilização da população. Mesmo com as campanhas contínuas, segundo Tereza, o Hemocentro de João Pessoa, que é o coordenador da rede estadual, recebe, por dia, uma média de 127 bolsas de sangue, embora o número ideal seja de 220 doações. Lindemberg Ferreira, de 45 anos, tem o tipo sanguíneo O positivo e trabalha como segurança no hemocentro da capital paraibana há dois anos. Divorciado, é pai de dois filhos de dez anos de idade. Dez também é a quantidade de anos que o segurança doa sangue, três vezes a cada doze meses. Ele também está cadastrado para doar plaquetas e órgãos. O objetivo é ajudar o maior número de pessoas.

“Eu comecei a doar sangue para salvar vidas porque é muito bom. Depois que eu fiquei aqui, aí que fica mais fácil. A gente vai vendo a necessidade e aí é que a gente vai doando mesmo.”

O estado conta com 11 hemonúcleos, distribuídos nos municípios de Santa Isabel, Monteiro, Patos e outras regiões. A hemorrede também possui dois ônibus equipados para a coleta móvel e uma van para o transporte das equipes de coleta externa. O Hemocentro de João Pessoa, que funciona de segunda a sexta-feira, das sete da manhã às cinco e trinta da tarde, e, aos sábados, das sete da manhã às cinco da tarde, fica no centro da cidade, na Avenida Dom Pedro Segundo, 1.119, no Bairro Torres. O telefone para atendimento e informações é 32218-5600. Repetindo: 3218-5600. Venha ajudar os pacientes dos hospitais da Paraíba. Para tirar dúvidas e obter mais informações, acesse: saude.gov.br/doesangue.

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page