A Educação Básica no país é alvo de críticas por parte do setor industrial porque não prepara o estudante para iniciar uma carreira profissional logo que ele sai do Ensino Médio. A falta de qualificação contribui para aumento do desemprego nos estados e as empresas enfrentam dificuldades de encontrar no mercado trabalhadores aptos a preencher vagas técnicas.
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No Maranhão, por exemplo, os setores da construção, serviços industriais de utilidade pública e metalurgia, entre outros, respondem por quase 70 por cento do desenvolvimento industrial do estado. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
No entanto, esses números poderiam ser ainda melhores, se a qualidade da Educação Básica oferecida nas escolas contribuísse a favor da qualificação profissional, como lembra o Gerente-Executivo de Estudos e Prospectiva da CNI, Marcio Guerra.
“Nós tivemos um processo de universalização da educação do Brasil, mas quando olhamos as taxas de produtividade, percebemos que a educação não fez transformações na área, muito por causa da baixa qualidade que se tem.”
Mais de 30 por cento dos jovens maranhenses, entre 18 e 24 anos, estão desempregados, de acordo com dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, do IBGE.
A Coordenadora de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação, do SENAI, do Maranhão, Sherazade Bastos, explica que os cursos técnicos dão maiores oportunidades ao jovem de ingressar no mercado de trabalho, quando comparados com os cursos superiores tradicionais, por exemplo.
“Esses jovens têm uma probabilidade de entrar no mercado de trabalho maior do que quando você termina uma Universidade. Porque o técnico tem, entre a teoria e a prática essa associabilidade”, comparou.
Em toda a região Nordeste do país, pouco mais de oito por cento dos estudantes do Ensino Médio são formandos de cursos técnicos. Em comparação ao número total de trabalhadores que estão desempregados no Maranhão, que é de pouco mais de 14 por cento, os jovens representam quase 115%.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Marquezan Araújo