A família tem participação importantíssima quando o assunto é amamentação. É ali que a mãe consegue recorrer quando está passando por alguma dificuldade, como por exemplo, falta de confiança na hora de alimentar o filho. A dona de casa de 38 anos, Keyla Nascimento, teve filho recentemente, a pequena Emanuele. Ela nasceu prematura, e Keyla conta que foi um momento de pura tensão, pois, logo após o parto, a pequena teve de ir para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da maternidade. A dona de casa conta que o marido tem grande importância nesse período em que começou a amamentar. Era ele quem, às vezes, dava à filha o leite que a mãe retirava do seu peito. Nem sempre, ela podia ir à UTI. Keyla comenta que é muito importante ter um pai presente nesta etapa.
“E quando a gente está aqui, que Emanuele está amamentando, e o meu marido está próximo, ele conversa com ela, ela suga até mais forte. Tanto que foi cesariana o meu parto, aí eu fiquei uns três dias sem poder ver ela. E ele ficava com ela direto, ele cantava, pegava ela no colo, e quando ela estava suja ele limpava ela. Era ele quem estava cuidando dela quando eu não podia ir. Eu só retirava o leite e mandava e ele dava para ela. Ele também participou. Participou e participa ainda.”
Keyla também recebeu ajuda do Banco de Leite Humano de Belém. Esse local é importantíssimo para mães que estão passando algum tipo de dificuldade, onde a mãe de Emanuele recebeu palavras de incentivo para seguir com o aleitamento materno. A coordenadora interina e nutricionista do Banco de Leite de Belém, Vanda Marvão, diz que uma das dicas é saber quando o filho quer mamar ou não. Ela explica um pouco mais sobre este assunto.
“Se esse bebê mostrar que ele quer mamar, que é uma das coisas que a gente tem que orientar muito a mãe, o bebê, ele mostra que ele quer mamar. Como é que ele mostra? Que a gente chama de sinais de prontidão. Ele bota a mão na boca, ele passa a língua nos lábios, ele faz a procura, vai com a cabeça de um lado pro outro, ele estala a língua. Ela não deve esperar o bebê chorar, às vezes o choro é um sinal tardio.”
Participe desta campanha você também. Se você não está conseguindo amamentar corretamente o seu bebê, busque auxílio no Banco de Leite mais próximo e lembre-se que amamentação é a base da vida.
#EuAmamento