Política - undefined·23 de maio de 2018

Para ministro da Fazenda, privatização é saída para salvar Eletrobras

<p>Eduardo Guardia esteve na comiss&atilde;o da C&acirc;mara que trata da venda de a&ccedil;&otilde;es da maior empresa de capital aberto do setor el&eacute;trico da Am&eacute;rica Latina<br />&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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Por Hédio Júnior

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que a venda de ações e a capitalização da Eletrobras são fundamentais para a recuperação da saúde da companhia. Em participação na comissão especial que trata da privatização da empresa na Câmara dos Deputados, Guardia disse que a operação proposta pelo governo é necessária para retomar a capacidade de investimento da empresa, atualmente afetada por um elevado endividamento.

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Segundo ele, os investimentos da Eletrobras caíram de R$ 11,4 bilhões em 2014 para R$ 5,2 bilhões em 2017. A Centrais Elétricas Brasileiras S.A é a maior empresa de capital aberto da América Latina e responsável pela produção e distribuição de cerca de 30% da energia elétrica consumida no Brasil.

Guardia garantiu que não haverá um controlador privado da estatal, que o comando principal continuará sendo da União. E que a companhia está muito endividada e sem condições de receber mais recursos públicos para se recuperar, daí a necessidade de venda de parte das ações para empresas privadas. “A Eletrobras hoje está encolhendo, ela está reduzindo o seu tamanho e está reduzindo a sua participação na oferta de geração de energia por conta de um endividamento excessivo. E isso está por trás nessa brutal redução do investimento que nós observamos no período recente”, alertou.

Vice-líder do governo e integrante da Comissão Especial de Desestatização da Eletrobras, Darcísio Perondi, do MDB do Rio Grande do Sul, avalia que essa injeção de recursos fomentará novos investimentos no setor. “O que vai acontecer é que serão colocadas ações, muitas ações, para os brasileiros, para também o capital internacional comprar ações da Eletrobras, capitalizando-a. Ela precisa de dinheiro para continuar investindo", argumentou.

Também tramita no Congresso Nacional a Medida Provisória 814, de 2017. Trata-se de outra proposta de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias. O texto está em análise em comissão mista, ou seja, formada por senadores e deputados.
 

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