Política - undefined·24 de janeiro de 2018

Para Ministério Público, Lula se corrompeu; defesa, porém, alega não haver provas

<p>Relator do processo rejeitou integralmente os quase 30 pedidos preliminares apresentados pela defesa</p>

Por Agência do Rádio
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Aberta as 08h30min da manhã, a sessão de julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou com um resumo feito pelo relator do caso, desembargador João Pedro Gebran Neto. O magistrado apresentou o recurso feito pela defesa do ex-presidente contra a condenação a nove anos e seis meses de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Gebran Neto também leu as alegações do Ministério Público Federal que pedem a rejeição dos argumentos da defesa e o aumento da pena de Lula.

Em sua fala o procurador Regional da República Maurício Gotardo Gerum, afirmou que a defesa não conseguiu afastar com provas as acusações contra Lula dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

"Lamentavelmente, Lula se corrompeu. Embora a defesa insista no ato de ofício para configuração do crime de corrupção, vale lembrar que essa questão já foi superada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão"

Em seguida o advogado do petista, Cristiano Zanin, alegou que a sentença contra o ex-presidente é “nula”. Segundo Zanin, houve na decisão de primeira instância, cerceamento de defesa, atropelo ao preceito do ‘juiz natural’ e parcialidade do juiz federal Sérgio Moro, que foi o responsável pelo processo.

“O que se tem aqui é um processo nulo que gerou uma sentença nula e também um processo em que não foi feita a prova da culpa, mas, sim, a prova da inocência. Pede-se que seja reconhecida por uma questão de justiça”.

Ao ter a fala novamente, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo, decidiu rejeitar integralmente os quase 30 pedidos preliminares apresentados pela defesa do ex-presidente, inclusive a solicitação de suspeição do juiz federal Sérgio Moro.

Reportagem, João Paulo Machado

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