
Para o presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará (Igeprev-PA), Allan Moreira, os gastos com aposentadorias e pensões ainda são motivo de preocupação no estado. Isso, segundo ele, já é um problema consolidado por conta dos benefícios já concedidos, apesar de, em nível federal, a tramitação da reforma ter sido suspensa no Congresso. O motivo é a intervenção federal que o Rio de Janeiro recebe até dezembro, que impede qualquer alteração na Constituição, como a PEC da Previdência.
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Segundo Allan Moreira, é preciso que se faça uma reflexão sobre a estruturação do regime de previdência no estado e sua forma de financiamento.
“Essas regras de transição postergam os efeitos financeiros para o médio e longo prazo. Então, esta reforma é importante para sanear problemas que o sistema têm hoje, sobretudo para tentar igualar as regras de benefício dos regimes próprios em relação ao regime geral, mas elas não resolvem de forma imediata as dificuldades que os estados estão tendo de custear as insuficiências de arrecadação dos seus regimes próprios de Previdência.”
Já o secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirma que a reforma não é uma questão política, mas sim matemática.
“A reforma da Previdência, claro, que o objetivo final é igualdade, é garantir o pagamento das aposentadorias e pensões, mas tem reflexo na economia como um todo, por permitir um ambiente de juros mais baixos e maior geração de emprego e salário para o cidadão.”
O governo afirma que, mesmo com a pausa da discussão sobre a reforma por conta da intervenção federal na segurança pública, o assunto estará na pauta política mais cedo ou tarde.
Reportagem, Cintia Moreira