Saúde - undefined·20 de novembro de 2018

PARÁ: Estado precisa ficar em alerta contra Hepatite D

Por Agência do Rádio
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A Região Norte do país registra mais da metade dos casos de Hepatite D de todo o Brasil. Para se ter uma ideia, de 1999 até 2017, o Ministério da Saúde recebeu a notificação de 59 casos no Pará. Por isso, é necessário tomar cuidado. A Hepatite D é uma inflamação causada por um vírus, que na forma leve não há tratamento específico e a recomendação médica é repouso e alimentação leve com a proibição de bebidas alcoólicas por um ano. Na forma mais grave, o fígado pode sofrer danos severos, levando rapidamente à morte. Por isso, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível para iniciar o tratamento, como explica Elisa Cattapan, da Coordenação de Hepatites Virais, DST, HIV e Aids do Ministério da Saúde.

“Se observa jovens de 15,18, 20 anos, já com quadro de insuficiência hepática, Então um processo que levaria pelo menos 20 anos, quando está associado à hepatite Delta, leva 10 anos, 15 anos, e o paciente evolui no quadro de extrema gravidade. Então isso é o que nos faz chamar a atenção para essa população, dessa região”.

Ainda de acordo com Elisa Cattapan, só existe uma forma de se prevenir que é vacinar contra a Hepatite B, uma vez que a transmissão da Hepatite do tipo D, conhecida também como hepatite Delta , depende da B para ocorrer.

“O único jeito de se prevenir, de não ter hepatite B é tomando vacina. E toda vez que eu falo B subentende-se Delta junto. Porque a hepatite B se transmite por coisas simples como, por exemplo, compartilhamento de escova de dente, o compartilhamento de aparelho de barba, de gilete, de tesoura, de aparelho de cutículas, qualquer aparelho cortante pode transmitir hepatite B”.

Além disso, a Hepatite D pode transmitida por relação sexual sem uso de preservativo; da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; ou transfusão de sangue infectado. A vacina contra Hepatite B está disponível no SUS, e é dada às crianças ao nascer, em quatro doses. Os adultos que não se vacinaram na infância, recebem três doses a depender da situação.

Reportagem, Janary Damacena.

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