Saúde - undefined·02 de maio de 2019

PARÁ: Autoridades em saúde se preocupam com pacientes que não concluem tratamento contra malária

É importante lembrar que tanto o tratamento, quanto o diagnóstico para a malária estão disponíveis gratuitamente pelo SUS

Por Agência do Rádio
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A malária é uma doença que pode ter seu foco explicado por questões geográficas. Segundo dados do Ministério da Saúde, 99% dos casos de malária no Brasil se concentram na chamada região Amazônica. A mata da região é o habitat natural do transmissor da doença, a fêmea do mosquito Anopheles, mais conhecido como carapanã. 

O Pará está nesse contexto. O diretor da Divisão de Vigilância em Saúde no estado, Cláudio Cardoso, conta que o histórico paraense é de uma grande quantidade de casos – sendo muitas vezes, o estado com o maior número de pessoas com malária em todo o território nacional. Com estratégias de combate, as autoridades conseguiram diminuir o número de notificações entre os anos de 2011 a 2015. Nos três anos seguintes, o cenário piorou, chegando a mais de 45 mil casos no ano passado – a segunda Unidade da Federação com mais casos no país. 

Cláudio destaca qual a principal dificuldade das autoridades para controlar essa situação no Pará.

“A maior dificuldade, atualmente, está no cumprimento, por parte do paciente, em concluir o tratamento. Há muita dificuldade com relação à conclusão do tratamento e, por isso, o nosso índice de recaída é alto. Em algumas localidades, alguns municípios, o índice de recaída chega a 60%”, disse.

É importante lembrar que tanto o tratamento, quanto o diagnóstico para a malária estão disponíveis gratuitamente pelo SUS.

O microscopista Santana Júnior Correia é morador da cidade de Oeiras do Pará. Aos 30 anos, ele conta que teve malária oito vezes. A última, neste ano. Ele detalha o que sofreu com a doença.

“Ela começa com as dores. Dores de cabeça, febre, calafrios, que acabam sendo muito fortes. Vômitos. E em algumas das vezes, não todas, ela aparece com diarreia também”, afirma.

Para interromper o ciclo de infecção por malária, é fundamental que os pacientes terminem o tratamento adequadamente. Em caso de febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento oferecido são fundamentais para a cura desta doença que pode matar. Para mais informações, acesse saude.gov.br/malaria. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil. 

Crédito: Sabrine Cruz

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