Os espaços que abrigam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal, na Região Metropolitana de Belém, adotarão um novo sistema de acolhimento, que levará em conta as diferenças de idade e gênero. A decisão de reordenar os critérios de acolhimento de crianças e adolescentes ocorreu em consenso entre a Coordenadoria da Infância e Juventude (Ceij) do TJPA e a Funpapa. O juiz auxiliar da Ceij, João Augusto Oliveira, comenta os benefícios da ação.
“Quando você socializa com o sistema de garantia do direito da criança, a gente consegue vislumbrar ou minimizar os problemas que podem ocorrer”.
Atualmente, as instituições possuem um sistema de acolhimento misto, que abrange diferentes perfis, e coloca no mesmo espaço crianças e adolescentes de gêneros, idades e vivências diferentes. Durante a reunião, a Ceij lançou a proposta de que o acolhimento seja segmentado por faixa etária e gênero, separando crianças de até 12 anos dos adolescentes. A coordenadora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Funpapa, Maria das Neves Alves, comenta a parceria com o Judiciário.
“É muito importante estarmos juntos, porque o usuário é um só, e lógico que o Tribunal de Justiça precisa estar junto conosco, caminhando junto conosco, e a Funpapa também está aberta às contribuições”.
Na reunião, também foi definida a criação de um grupo interinstitucional para debater a questão de famílias acolhedoras, para crianças e adolescentes.
Reportagem, Thamyres Nicolau