O Ministério da Saúde anunciou, em maio de 2017, o fim da emergência em saúde pública por Zika. Segundo o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), houve queda de mais de 92% nos casos da doença, em 2017, em todo o país. Em Palmas, também houve redução. Os casos de Zika caíram 42,7%, em comparação ao ano de 2016. Mesmo assim, as 1.112 notificações da doença ainda preocupam os moradores, principalmente por ela ter relação comprovada com a microcefalia, condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor do que o normal. Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez, quando o cérebro do bebê está sendo formado. Esse foi a preocupação da enfermeira Nina Braga, de 33 anos. Ela é casada e mora na quadra 106 do Plano Diretor Norte, no centro de Palmas. Nina teve Zika enquanto tentava engravidar, no início de 2016. Engravidou três meses depois. O filho nasceu saudável e já tem quase um ano. A enfermeira conta sobre os sintomas e o medo que teve durante a gestação.
“Eu estava saindo do plantão noturno, senti dor nas minhas articulações, principalmente na mão e nos pés, e uma febre, a minha febre não foi muito alta. Aí depois que esses sintomas desapareceram, eu tive umas manchinhas vermelhas pelo corpo inteiro. Até que a criança nasça, a gente fica imaginando coisas, principalmente coisas ruins. Enquanto o neném não nasce, que faz os exames, que o médico olha, a gente não fica tranquilo. Mas, graças a Deus, meu neném nasceu saudável.”
A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Melissa Falcão, explica que os principais sintomas da Zika são a vermelhidão no corpo, com coceira. Febre baixa e dor nas articulações também podem aparecer. Ela alerta que, além de ser transmitida pelo mosquito, a doença pode ser transmitida também por meio da relação sexual.
“Para se proteger da Zika tem que usar repelente. Então, principalmente no início da manhã e final da tarde, que é o horário que o mosquito Aedes pica com mais frequência. Então, botar repelente desde a hora de acordar até a hora de dormir, repetindo a quantidade de vezes que for indicada pelo fabricante. Diferente das outras, Dengue e Chikungunya, na Zika, o parceiro da grávida, o marido ou o companheiro, também tem que usar repelente, porque pode se transmitida através da relação sexual.”
Faça sua parte e ajude acabar com o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Evite deixar água parada em lugares que podem se tornar criadouros, como caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.