Saúde - undefined·11 de março de 2020

Palmas registrou 747 casos de sífilis em dois anos, aponta Ministério da Saúde

Em 2017, foram 380 casos. Já em 2018, o número teve leve queda e passou para 367 casos de sífilis na capital tocantinense, conforme dados do Ministério da Saúde.

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:03:29

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O número de casos de sífilis em Palmas preocupa as autoridades: em 2017, foram 380 casos. Já em 2018, o número teve leve queda e passou para 367 casos de sífilis na capital tocantinense, conforme dados do Ministério da Saúde. 

Além da sífilis, o Tocantins registrou 74 casos de HIV, apenas nos seis primeiros meses do ano passado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu quase 3.000 tocantinenses, nos últimos 20 anos. As hepatites virais mataram mais de 180 tocantinenses, de 2000 a 2017.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em um ano, em todo Brasil, mais de 158 mil pessoas contraíram sífilis. Além disso, cerca de 900 mil pessoas vivem com o HIV, no país. Dessas, 135 mil provavelmente não sabem que têm a doença.  De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de infecção pelo HIV é registrada na faixa de 20 a 34 anos, em todos os estados.

As autoridades em Saúde alertam que a negligência no uso da camisinha é um dos fatores que pode influenciar no aumento de infecção de sífilis e das demais ISTs, como hepatites, HIV e gonorreia, entre a população e, principalmente, entre os jovens de 15 a 29 anos, como ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.   

“Se colocamos o jovem como prioridade nessa campanha é porque a gente sabe, olhando os dados de sífilis, das hepatites, do HIV/Aids, que essas doenças são mais frequentes, hoje, na população de 15 a 29 anos. A prevenção maior dessas doenças é o uso da camisinha.”

Arte: Ítalo Novais/ Sabrine Cruz

Para o assessor técnico de prevenção às ISTs, da Secretaria de Saúde do Tocantins, Márcio Tales, a negligência no uso de camisinha é um dos fatores que pode contribuir para o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis. Ele alerta que as Unidades Básicas de Saúde têm testes rápidos para diagnóstico das ISTs e camisinhas disponíveis para população, durante todo o ano. 

“A prevenção é o uso de camisinhas em toda a ocasião, o acesso é universal, não precisa se identificar. Estão à disposição de toda a população, na quantidade que necessita. Na dúvida, se você acha que se expôs, não sabe a sua sorologia, procure uma Unidade Básica de Saúde e peça para fazer os testes rápidos.” 

Este ano, o Ministério da Saúde pretende distribuir mais de 570 milhões de camisinhas. A quantidade representa um aumento de 12 por cento em relação ao número de camisinhas distribuídas no ano passado, quando foram enviadas 509,9 milhões aos estados.

Além disso, todas as unidades de saúde do SUS contam com testes rápidos ou laboratoriais para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.

Proteja-se! Usar camisinha é uma responsa de todos. Se notar sinais de uma infecção Sexualmente Transmissível (IST), procure uma unidade de saúde e informe-se. Saiba mais em: saude.gov.br/ist.

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page