Brasil - undefined·05 de fevereiro de 2018

PA: Material jurídico preservado será disponibilizado para pesquisas acadêmicas e consulta pública

<p>Os processos judiciais s&atilde;o importantes fontes hist&oacute;ricas e oficiais<b>.</b></p>

Por Agência do Rádio
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LOC: Os processos judiciais são importantes fontes históricas e oficiais. A partir deles, é possível conhecer uma parte da história da sociedade, dos seus diferentes grupos sociais, além de servirem de fontes de pesquisas. A estudante do curso de História da Universidade Federal do Pará Luana Ruiz participou do workshop “Acervo Judicial do CMA: Conhecer, tratar e preservar” e falou sobre o tratamento dado aos processos judiciais no curso de História.

SONORA: Larissa Ruiz estudante universitária.
“Os documentos são fontes históricas, pelo menos no curso de História a gente trata com muita importância os documentos, então eles são fontes. Só que a gente não sabe muito bem como fazer, manusear, o que fazer caso esteja faltando uma parte, e aqui é muito importante a gente entender o processo. O processo é feito de várias etapas e às vezes eles não estão organizados em ordem. Agora a gente está tendo a oportunidade aperfeiçoar, aprofundar o nosso conhecimento. “
LOC: O Workshop iniciou sua programação na última semana, na sede do Centro de Memória da Amazônia, em Belém. As atividades integram a parceria entre o Tribunal de Justiça do Pará e a UFPA para a preservação de material jurídico que será disponibilizado para pesquisas acadêmicas e consulta pública. O workshop foi voltado para bolsistas dos cursos de ciências humanas da Universidade Federal do Pará e servidores do Centro de Memória da Amazônia e do TJPA. A presidente do Comitê de Gestão Documental, desembargadora Luzia Nadja Guimarães, explicou sobre a relevância dos processos jurídicos para a história da sociedade paraense.
SONORA: Desa. Luzia Nadja, Presidente do Comitê de Gestão Documental
“A memória que existe por meio daqueles processos que foram, que aconteceram neste Estado durante o surgimento do Judiciário Paraense até no caso, do termo de cooperação em 1970, traria muita disponibilização desta informação para a sociedade, porque a universidade ela é uma porta aberta para essa sociedade e a sociedade poderia dispor dessa história ao longo desses anos fazendo uma leitura do dia de hoje. Este passado está materializado como memória em cada processo que hoje está no Centro de Memória da Amazônia. ”
LOC: O acervo do Judiciário paraense disponibilizado para o Cento de Memória tem processos judiciais anteriores ao ano de 1970 nas áreas Cível e Criminal. Estes documentos possuem assuntos importantes na história da sociedade paraense, como questões religiosas, moral e costumes, transações comerciais, conflitos fundiários, escravidão e ditadura militar. Durante o evento, palestras sobre o processo judicial e a história do judiciário paraense foram ofertadas aos servidores e estudantes. A oficina de higienização de documentos irá encerrar a programação nesta segunda-feira, dia 5.
Reportagem, Samyra Mercês
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