Saúde - undefined·12 de abril de 2018

OLINDA (PE): Especialista alerta sobre risco de interromper tratamento da Tuberculose

Por Agência do Rádio
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Ei, você, morador de Recife, Olinda, Jaboatão, Paulista e demais cidades vizinhas! Se liga. Preste bem atenção. Pernambuco é o segundo estado do Brasil com a maior coeficiente de mortalidade por Tuberculose, atrás apenas do Rio de Janeiro. O coeficiente de aproximadamente quatro óbitos por tuberculose a cada 100 mil habitantes, é bem maior do que o observado no país de 2,1. Por isso, os moradores de todas essas regiões devem ter a atenção redobrada com a doença. A coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose de Olinda, Deisiane Carvalho, considera que a população deve estar atenta aos sintomas da doença , e, se for o caso, começar o tratamento o quanto antes. A especialista alerta sobre os perigos de interromper o tratamento.

“O paciente, geralmente quando ele começa a ter essa melhora, ele pensa que ele já curou e ele para, muitas vezes, o tratamento. O que é errado, porque a bactéria ainda está viva. A grande quantidade e a finalidade desse coquetel é justamente pra matar a bactéria. E aí a bactéria se torna resistente. Então, o paciente futuramente vai desenvolver os sintomas, só que de forma mais grave, podendo ocorrer até um óbito. E aí ele retorna o tratamento. E aí, quando ele vem pra gente, ele já vem, muitas vezes, multidroga resistente. Então, aquele coquetel simples, que a gente utiliza, o quatro em um, não vai ser mais viável pra ele, lembrando que o coquetel é 100% oral. Se ele passar pro multidroga resistente, ele passa a tomar medicação injetável junto com a oral. Ele vai ter muito mais trabalho pra receber a cura.”

Se você parar para pensar, nos casos mais simples, o tratamento da Tuberculose é rápido. Quer um exemplo disso? O educador social de Recife, Fábio Correia, de 51 anos, conta que foi diagnosticado com Neurotuberculose, um tipo da doença que é bem mais difícil de curar. Mas, mesmo com as complicações, Fábio manteve-se firme e fez o tratamento até o final.

“Fiz o tratamento normal de seis meses, que é preconizado, mas aí depois de um tempo eu tive outra recorrência. Tive um outro incidente. Aí tive que fazer um segundo tratamento, que foi por mais nove meses mais. Eu fiz dois tratamentos, mas não deu certo ainda. Dois meses depois eu tive outra recorrência, aí aumentou meu tratamento para um ano e meio. Terrível, né? Porque as drogas na época, há 16 anos atrás, eram muito mais difíceis de tomar do que as de hoje. Hoje é muito fácil, ela é menor, o tamanho dela é reduzido. E era muito grande o medicamento, aí eu tinha dificuldade de ingerir, engolir o medicamento.”

Fazer o tratamento da Tuberculose é um ato de cidadania. Só assim poderemos acabar a doença. Fique ligado você também! Está tossindo por mais de três semanas? Corre para a unidade de saúde mais próxima! Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações acesse saude.gov.br/tuberculose.

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