Educação - undefined·31 de janeiro de 2019

“O SENAI foi o grande estímulo que eu tive para o meu perfil”, diz empresário e ex-aluno da entidade

<p>C&eacute;sar Augusto Olsen est&aacute; h&aacute; 40 anos no mercado e a empresa dele est&aacute; presente em mais de 100 pa&iacute;ses</p>

Por Agência do Rádio
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Por Thiago Marcolini

Há 40 anos no mercado de trabalho, a empresa de César Augusto Olsen é referência no ramo industrial odontológico. Presente em mais de 100 países, a Olsen S.A tem em seu presidente um ex-aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

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Natural de Mafra, no interior de Santa Catarina, Olsen desenvolveu cedo o gosto por máquinas e equipamentos. Logo aos 9 anos, montou um radiotransmissor. Anos depois, cursou tornearia mecânica no SENAI e, posteriormente, antes de abrir a própria empresa, cursou também assistência técnica para equipamentos odontológicos. “Ali (cursos do SENAI) foi meu grande começo, há 40 anos atrás. Sempre quis ter a Olsen, sempre quis levar o nome da minha família, que nunca teve empresa”, explica. Atualmente, são 16 empresas espalhadas pelo Brasil.

SESI de Santa Catarina

O exemplo do empresário é um dos vários que surgem após a capacitação oferecida por entidades do Sistema S. A estrutura do SENAI de Santa Catarina proporciona, além do ensino, condições para que cada vez mais catarinenses se capacitem para o mercado de trabalho. Ao todo, são 89 unidades, entre fixas e móveis, com 454 salas de aula e 726 laboratórios didáticos.

“Com extremo orgulho tenho formação no SENAI. Eu queria ter uma tornearia. Queria fazer partes de peças, peças de reposição, e ser um torneiro de mão cheia, como se diz. O SENAI foi o grande incentivador, o grande estímulo que tive para meu perfil. Recomendaria, inclusive, que a juventude fizesse, antes da engenharia, um curso no SENAI”, diz Olsen.

O coordenador do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Naercio Menezes, liderou um estudo sobre o desempenho da rede SESI e das demais redes de ensino, em 2017. Para ele, gestão e qualidade dos professores colocam a rede do SESI à frente das demais instituições de ensino.

“Seria importante para a sociedade se o SESI conseguisse transferir a tecnologia de gestão aplicada nas escolas que são bem-sucedidas, para a rede pública, que atende muito mais alunos em todo o país. O que mais precisamos no Brasil é melhorar o aprendizado dos nossos alunos. Temos uma parcela muito grande dos estudantes que não sabem ler nem escrever mesmo no terceiro ano e que chegam no Ensino Médio com conhecimento muito ruim em Matemática", diz Naercio.

Corte de verbas


No entanto, o futuro das entidades do Sistema S, do qual fazem parte SESI e SENAI, pode estar ameaçado. Isso porque o Governo Federal, ainda no final do ano passado, sugeriu cortar verbas do repasse financeiro feito anualmente ao Sistema, como parte do esforço para controlar as contas públicas.

O governo ainda não confirmou valores, mas de acordo com as sinalizações, os cortes no total repassado ao Sistema podem variar de 30% a 50%.
 

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