Em convenção partidária realizada nesta quinta-feira (2), em Brasília, o MDB oficializou a candidatura de Henrique Meirelles para concorrer ao Palácio do Planalto. Com 357 votos a favor, 56 contra e 6 em branco, o ex-ministro superou, inclusive, o percentual obtido pelo presidente Michel Temer, que concorreu como vice de Dilma Rousseff nas eleições de 2014.
Durante o evento, o candidato ao Governo de São Paulo, Paulo Skaf, declarou apoio ao ex-ministro e afirmou que, com o nome de Meirelles à disposição do Brasil, os eleitores agora têm a opção de votar em alguém que atenda às principais demandas do país.
“Foi Maravilhosa a convenção, o resultado, a votação foi maravilhosa e Meirelles merece. O Brasil precisa agora de um perfil como o do Meirelles. Ele é uma pessoa que inspira confiança, ele realmente está preparado aos desafios que o país vai ter. Desafios com a Educação, com a Segurança, com a Saúde, com crescimento, com emprego. Então será muito bom para o Brasil o Meirelles ser eleito presidente da república.”
Em discurso durante a convenção do MDB, Meirelles falou de algumas de suas propostas de governo e, sem citar nomes, criticou posturas dos concorrentes na disputa ao Planalto.
"A minha candidatura tem um objetivo principal: resgatar o espírito de confiança no Brasil. Eu pergunto como e quem deve e tem condições e a capacidade para resgatar a confiança do país. O Brasil precisa de um messias, que veste-se com uniforme de salvador da pátria? Não. Nem de um líder destemperado, tratando o país como se fosse seu latifúndio. E nem eternos candidatos a presidente. Essas ofertas que os eleitores têm hoje só aumentam a desconfiança no Brasil e nas instituições"
A candidatura de Meirelles é a primeira do MDB desde 1994, quando o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disputou, sem sucesso, a corrida presidencial.
O presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá, afirmou que o nome para vice na chapa ainda não foi definido, mas garantiu que até segunda-feira (6), data limite estabelecida pelo TSE, a indicação será divulgada. O próprio Meirelles admitiu que pode haver uma chapa "puro sangue".
Reportagem, Marquezan Araújo