
Ano após ano, as mulheres vêm conquistando espaço no mercado de trabalho. Um levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que elas representam 25% da mão de obra em diversas profissões em todo o país. Em alguns setores tecnológicos da indústria, a presença das mulheres é maior. No setor de confecções, por exemplo, as mulheres ocupavam 74% dos cargos em 2016.
Em Sergipe, das 12.524 matrículas realizadas no ano passado em cursos de educação profissional, 7.651 foram feitas por mulheres. Só em Aracajú, dos 7.645 alunos matriculados em cursos técnicos, 4.780 são mulheres. As informações foram divulgadas pelo Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
De todos esses, o número de matrículas é maior entre as pessoas com 25 anos ou mais. Para o diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho é o que pode alavancar a retomada da economia do país.
“A educação profissional técnica é algo importante na realização dos projetos de vida dos jovens brasileiros, bem como algo importante para aumentar a nossa produtividade do trabalho e aumentar a competitividade das empresas.”
Uma pesquisa feita pela empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup revelou que 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldade de conseguir pessoas capacitadas. Para o deputado Federal Laercio Oliveira (SD-SE), a capacitação desses alunos é o que vai suprir essa ausência de mão de obra qualificada.
“O que a gente precisa para promover a empregabilidade no nosso país, é exatamente de pessoas qualificadas. Portanto, se você busca no mercado pessoas qualificadas para determinadas atividades, certamente encontra nessas escolas.”
Além de Aracajú, as cidades que mais registram matrículas em cursos técnicos em Sergipe são Lagarto, no centro-sul do estado, e Estância, localizada no litoral-sul sergipano.
Reportagem, Marquezan Araújo