Com um PIB industrial de mais de 60 bilhões de reais em 2015, Santa Catarina continua forte no setor, mesmo com o atual cenário econômico. Até então, a indústria local já tinha empregado mais de 700 mil trabalhadores e tinha como maiores setores o de construção, de alimentos e de serviços de utilidade pública.
Mas ainda faltam profissionais técnicos que preencham essas necessidades, como aponta um estudo feito pela multinacional ManpowerGroup. Segundo o levantamento, o Brasil é o quarto país com maior dificuldade para preencher vagas de nível técnico nesse âmbito.
MAIS: acesse a versão web desta matéria
O diretor regional do Senai de Santa Catarina, Jeferson Gomes, garante que o aluno do curso técnico já sai com chances altas de emprego.
“Agora o que a gente pode dizer com bastante tranquilidade é que dos alunos que estudam conosco, e nós temos aproximadamente 120 mil matrículas por ano, de dez pessoas, nove se empregam.”
Até 2020, o País terá que qualificar 13 milhões de técnicos, segundo o último Mapa do Trabalho Industrial. Áreas como alimentos, energia e vestuário e calçados estão entre as que mais demandam qualificação nesse segmento. Para Jeferson, fazer um curso técnico oferece outros benefícios além da alta empregabilidade.
“A grande vantagem do ensino técnico, primeiro, antes de conseguir um emprego, é dar ao jovem a possibilidade de ele escolher o seu futuro de uma maneira mais rápida.”
No estado, o jovem ainda tem a chance de se formar em um curso técnico ainda cursando o ensino médio. O Conecte deve receber cinco mil matrículas até o ano que vem só no Senai. Atualmente, o sistema está sendo testado em quatro escolas públicas do estado.
Reportagem, Jalila Arabi.