Brasil - undefined·24 de dezembro de 2018

No Rio Grande do Sul, apenas 30% do esgoto produzido é coletado

<p>Estado ga&uacute;cho aparece na 13&ordf; posi&ccedil;&atilde;o do ranking de Unidades da Federa&ccedil;&atilde;o com saneamento b&aacute;sico no pa&iacute;s</p>

Por Agência do Rádio
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Dados do Trata Brasil apontam que apenas 30% do esgoto produzido no Rio Grande do Sul é coletado. O instituto aponta ainda que somente 26% deste total é tratado. O estado gaúcho aparece na 13ª posição no ranking de unidades da federação com saneamento básico no país.

Na visão do especialista Pedro Scazufca, economista e consultor do Trata Brasil, é preciso investir em três pontos para que se melhore a qualidade do saneamento básico no país.

“São três pontos. Que é a boa regulação de serviço, sobre a centralização e o aumento do papel da ANA (Agência Nacional de Águas). Maior eficiência na prestação do serviço, e vale tanto para empresas públicas e privadas e o terceiro é o de planejamento que hoje uma boa parte, cerca de metade dos municípios do Brasil, ainda não tem plano municipal de saneamento”.

Para tentar amenizar a falta de coleta e tratamento de esgoto nas cidades do país, o PL 10.996/2018, em análise no Congresso Nacional, pretende dar espaço para iniciativa privada atuar no setor. A matéria pretende atribuir à Agência Nacional de Águas competência para editar normas sobre o serviço de saneamento no país.

O deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) ressalta a necessidade de modernização da atual Lei do Saneamento Básico, publicada em 2007.

“O projeto do deputado Hildo melhora (a atual lei) e dá, também, mais perspectiva para capital privado investir. Se não existe capital público suficiente, por que não usar capital privado? Se houver dinheiro privado, e tem, com a fiscalização nós podemos diminuir esses números assustadores”.

Com a aproximação do recesso parlamentar, que deve ter início no dia 22 de dezembro no sábado (22), o autor do PL acredita que a medida não seja votada este ano.

Reportagem, Clara Sasse

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