Brasil - undefined·30 de dezembro de 2018

No Maranhão, apenas 12% do esgoto produzido é coletado

<p><span style="color: rgb(23, 57, 77); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13.3333px; text-align: justify;">O estado &eacute; o 6&ordm; pior do pa&iacute;s no setor.</span><span style="color: rgb(23, 57, 77); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13.3333px; text-align: justify;">&nbsp;</span></p>

Por Agência do Rádio
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Pouco mais de 12% do esgoto produzido no Maranhão é coletado, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Desse total, apenas 13% é tratado. O estado é o 6º pior do país no setor. Segundo o estudo, a média praticada no estado maranhense é duas vezes menor do que o apresentado na região Nordeste. Na visão do especialista Pedro Scazufca, economista e consultor do Trata Brasil, o problema dos estados pode estar na falta de um plano municipal de saneamento, o que traz sérias consequências para a população.

“Essa situação leva a uma série de problemas, inclusive em termos de saúde para a população. Falta de saneamento leva a um aumento da incidência de doenças de veiculação hídrica”.

Para tentar amenizar a falta de coleta e tratamento de esgoto nas cidades do país, o PL 10.996/2018, em análise no Congresso Nacional, pretende dar espaço para iniciativa privada atuar no setor. A matéria pretende atribuir à Agência Nacional de Águas (ANA) competência para editar normas sobre o serviço de saneamento no país.

O autor da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), explica que o objetivo é garantir que a população mais pobre também tenha acesso ao sistema de saneamento completo.

“Nós fizemos esse projeto de lei que cria a possibilidade de todos os municípios e estado estarem vinculados com a Agência Nacional de Águas. E também possibilita com que o capital privado possa investir no saneamento tendo em vista que nós não temos recursos públicos para investir no setor. Acredito que será feita a tramitação normal e vamos trabalhar no sentido de fazer com que seja aprovado”.

A Câmara deve iniciar a discussão do tema em uma comissão especial, o que agiliza o trâmite da matéria. Se aprovada, poderá seguir diretamente para votação no Plenário da Casa.

Com a colaboração de Clara Sasse, reportagem, Marquezan Araújo

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