Saúde - undefined·17 de novembro de 2017

No Brasil, homens doam mais sangue do que mulheres

<p>Pa&iacute;s segue dentro da m&eacute;dia da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de de 1,8% de doadores de sangue</p>

Por Agência do Rádio
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Atualmente o Brasil se encontra dentro da meta de doadores de sangue estipulada pela Organização Mundial da Saúde. Cerca de 1,8% da população realiza a prática, o que corresponde a 3,5 milhões de pessoas. Deste número, 60% correspondem ao público masculino e 40 para o feminino. Alguns mitos são responsáveis por impedir o aumento de doações, como por exemplo, fazer a pessoa engordar, emagrecer ou até mesmo doer por conta da agulha. A advogada Paula Neiva de 25 anos, moradora de Brasília, já realiza a prática há dois anos. A primeira motivação foi estimulada após a internação de uma pessoa próxima. Ela possuía medo de agulhas desde pequena, mas diz que a necessidade de ajudar alguém falou mais alto. Ela conta como se sentiu após a primeira doação.

Paula Neiva, advogada.

“Eu senti como se eu tivesse com o dever cumprido. Aquilo pra mim, o que era poder doar um pouquinho de sangue e ver uma pessoa bem, uma pessoa feliz, sair do hospital. Eu achava que doía. E não dói absolutamente nada, e eu acho que só de você estar lá, assim, qualquer picadinha, qualquer dorzinha não é nada."

Os intervalos de doação variam para os dois sexos. Mulheres podem ir ao Hemocentro a cada quatro meses; e homens, a cada três. Além disso, o processo de doação é seguro e toda coleta de sangue é testada antes de ser repassada para algum paciente. O coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Francisco Vormittag, afirma que apesar dos públicos não estarem equiparados nos números de doação, o Brasil é uma referência mundial quando se trata de doação voluntária de sangue.

Flávio Francisco Vormittag, coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

“O Brasil é uma referência internacional, nós inclusive, dentro do Ministério da Saúde, temos vários programas de cooperação e ajuda tecnológica com outros países, tanto da América do Sul, quanto da África. Nós mandamos equipes nossas para capacitá-los em relação, por exemplo, à própria captação, ao próprio manuseio do sangue. Então, nós exportamos, vamos dizer assim, essa tecnologia e administração de sangue."

Informe-se e procure o hemocentro mais próximo de você. Para doar, a pessoa deve estar saudável, pesar acima de 50 quilos e ter entre 16 até 69 anos. Sempre lembrando que, menores de idade, devem se apresentar com um responsável para que possa autorizar. Doe sangue regularmente e ajude quem precisa. Para outras informações, acesse o site saude.gov.br/doesangue.

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