Saúde - undefined·07 de abril de 2017

NATAL (RN): Os bairros Nossa Senhora da Apresentação e Igapó apresentam maior incidência de mosquito devido ao racionamento

Por Agência do Rádio
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Ela foi ao cinema no aniversário do seu filho. E saiu de lá com calafrios. Ao chegar em casa, Maria José não aguentava de tanta dor no corpo. Depois veio febre alta. Ela ficou assustada com o diagnóstico devido às coisas que via na mídia sobre a doença. A agente de endemias já tinha contraído dengue em 2012, mas confessa que nunca sentiu algo parecido com a Chikungunya. Tinha dias que Maria José não conseguia levantar da cama para ir ao banheiro. O marido tinha que a ajudar.

Maria José mora no bairro Igapó. Em frente à sua casa, prometeram construir um shopping, colocaram até placas, mas a ideia não foi pra frente. O ambiente virou um terreno baldio enorme e se tornou um local propício para acúmulo de água. Deve ter sido lá, suspeita a agente de endemias, que tenha pegado a doença. Inclusive na rua da Maria, outras pessoas também contraíram Dengue e Chikungunya. Ela acredita que nesse local se proliferam mosquitos.

TEC/SONORA: Maria José Fernandes, agente de combate a endemias.

“Eu acredito que esse problema todo da Dengue, da Chikungunya, da Zika, seja desses terrenos baldios com essa sujeira toda, com muito lixo acumulado. Tem caixa de geladeira, tudo que acumula água o pessoal joga dentro desses terrenos baldios. O recado que eu deixo é para o pessoal evitar porque é horrível. Ninguém queira passar por essa doença não, porque é horrível. Eu nunca na minha vida senti uma coisa tão ruim como essa Chikungunya. É horrível mesmo.”

TEC/SONORA: Dianaldo Lopes, chefe de Operação de Campo das Arboviroses de Natal.

“O que está acontecendo é que está tendo racionamento de água. A população, por sua vez, vai armazenar água em recipientes para submeter as suas necessidades diárias e aí há uma preocupação maior. Porque se não tem abastecimento de água e eles vão armazenar em locais, em recipiente que fique mais propício para o mosquito, a tendência é dar uma levantada. Estamos com um olhar mais vigilante.”

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