Por Marquezan Araújo

Tendo a construção, os serviços industriais de utilidade pública e derivados de petróleo e biocombustíveis como principais segmentos da economia local, o Mato Grosso é um dos estados que precisa de mão de obra qualificada para áreas técnicas do setor industrial.
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Por isso, o diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, destaca a importância da ampliação de cursos técnicos na região. Na avaliação do especialista, quanto mais profissionais capacitados, maior a movimentação econômica do país.
“A educação profissional técnica é algo importante na realização dos projetos de vida dos jovens brasileiros, bem como algo importante para aumentar a nossa produtividade do trabalho e aumentar a competitividade das empresas”, comenta Lucchesi.
De acordo com o último balanço apresentado pelo Portal da Indústria, o PIB industrial mato-grossense chegou, em 2015, a R$ 17,1 bilhões. Em 2016, o setor empregou 130.251 pessoas no estado. Em média, os salários eram de R$ 2.045.
Analistas enxergam os cursos técnicos como a maneira mais rápida de conseguir um emprego. De acordo com o professor da PUC-SP e especialista em Pensamento Estratégico e Gestão de Pessoas, Maurício Sampaio, essa modalidade de ensino supera, inclusive, os cursos de nível superior.
“O ensino técnico, para mim, é uma porta de entrada no mercado de trabalho, mas veloz até do que a própria faculdade. Eu acho que ele vai te dar condições específicas. Nem todo mundo tem essa mão de obra qualificada. Então, para muita gente, o ensino técnico é um grande caminho”, afirma Sampaio.
Um levantamento feito pela empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup, aponta que, em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente que atuem em áreas de nível técnico.
Além disso, um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, mostra que, profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.