A quarta revolução industrial e o rápido avanço das tecnologias têm feito com que empresas precisem reinventar processos e produtos. Dessa forma, os gestores da empresa Carandá Petroquímica, aqui do Mato Grosso do Sul, decidiram buscar uma ajuda extra.
Foi aí que encontraram o Edital de Inovação do SENAI. Desde 2004, o edital já ajudou mil empresas e projetos inovadores a avançarem em conhecimento, pesquisa e tecnologias. Além de ter investido 545 milhões de Reais.
A empresa Carandá não é especialista em fabricar produtos, e sim em gerenciar resíduos. Ou seja, os funcionários coletam restos de entulho das indústrias, fazem uma seleção e decidem qual é o melhor fim e que beneficie o meio ambiente.
O representante da empresa, Sandro Assis, explica que a matéria-prima da Carandá é o serviço. Ele entende que ao participar do Edital de Inovação, a empresa só teve benefícios.
“O instituto tem equipamentos de altíssima qualidade que a gente consegue fazer alguns testes e análises das matérias-primas. Se não fosse o instituto nós não teríamos condições de desenvolver esse projeto.”
Quando a empresa é selecionada, ela é direcionada a um dos 58 Institutos de Inovação espalhados pelo Brasil. No caso da Carandá, ela se tornou parceira do Instituto SENAI de Inovação em Biomassa, que foi inaugurado em Três Lagoas, há quase um ano.
A Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul acredita que a união entre empresa e instituto traz benefícios para ambos os lados. Enquanto a empresa ou projeto selecionado pelo edital recebem ajuda de custo, acesso aos laboratórios de ponta e conhecimento dos pesquisadores, o instituto consegue promover o avanço da indústria local.
A bióloga e diretora do Instituto de Inovação em Biomassa, Carolina Andrade, explica que o Edital de Inovação investe em projetos de acordo com a demanda das empresas da indústria.
“O que a gente faz é ajudar as empresas e desenvolver para as empresas tecnologias que ajudem na questão de obtenção de novas fontes de energia a partir de produtos renováveis, descobrir novas moléculas através de processamento biotecnológico. Isso tudo dentro de um conceito de sustentabilidade.”
A Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul projeta que até 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Três Lagoas duplique, impulsionado pelos projetos a serem desenvolvidos.
Reportagem, Sara Rodrigues