Brasil - undefined·23 de maio de 2018

MPF: Procuradoria solicita que dinamarquesa presa no Pará espere extradição em liberdade

<p>De acordo com o parecer da PGR, a acusada n&atilde;o foi interrogada sobre o pedido de extradi&ccedil;&atilde;o pela Justi&ccedil;a brasileira.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: Por não oferecer risco à ordem pública ou ao andamento do processo, a dinamarquesa Lisbeth Markussen deve ser interrogada pela Justiça Federal do Pará, onde está presa preventivamente desde março deste ano, e solta para aguardar em liberdade a extradição à Dinamarca. Assim defende a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lisbeth Markussen  é processada por deixar o país natal, em 2015, com os três filhos, sem o consentimento do pai, e vir para o Brasil. Ela teve a prisão decretada pela Justiça dinamarquesa em 2016 pelo crime de sequestro de menores, previsto no código penal daquele país. Lisbeth foi presa em 20 de março. De acordo com o parecer da PGR, a acusada não foi interrogada sobre o pedido de extradição pela Justiça brasileira. Diante do fato, também atestado no parecer, de que os filhos foram enviados para a guarda do pai, na Dinamarca, após a prisão de Lisbeth, Dodge pede que o ministro relator, Alexandre de Moraes, ordene à Justiça Federal do Pará que interrogue a dinamarquesa e, em seguida, determine o acesso aos autos à defesa de Lisbeth, que até então era feita pela Defensoria Pública da União. No documento, a PGR relata que, antes de ser presa, Lisbeth trabalhava licitamente como professora de inglês, além de ter matriculado os filhos regularmente na escola e manter residência fixa. Por não haver registro de antecedentes criminais e pelo crime imputado a ela ser de menor potencial ofensivo – o parecer é favorável a que Lisbeth aguarde o andamento do processo em liberdade.
 
Com informações do MPF,  reportagem Storni Jr.

 

 
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