Brasil - undefined·20 de junho de 2017

MPF: Ex-governador do Rio é acusado por lavagem de R$ 4,5 milhões em joias

<p>Por cinco vezes, os acusados adquiriam joias e pedras preciosas &ndash; avaliadas no valor total de R$ 4,5 milh&otilde;es &ndash; com prop&oacute;sito de ocultarem ou dissimular a origem de dinheiro</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: Nova denúncia da força-tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro acusou o ex governador Sérgio Cabral e sua esposa Adriana Ancelmo, além dos assessores Luiz Carlos Bezerra e Carlos Miranda, por lavagem de dinheiro cometidos com a compra de joias em espécie, sem nota fiscal ou certificação nominal, revelados após a celebração de acordo de colaboração premiada. A denúncia foi apresentada na última sexta-feira, 16. Por cinco vezes, os acusados adquiriam joias e pedras preciosas – avaliadas no valor total de R$ 4,5 milhões – com propósito de ocultarem ou dissimular a origem de dinheiro derivado de crimes praticados pela organização criminosa. Segundo os procuradores da Lava Jato, a finalidade da organização criminosa era converter o dinheiro recebido a título de propina em ativo lícito e também para ocultar o real proprietário do bem. Segundo os investigadores, para ocultar e dissimular a origem, natureza, localização, movimentação e disposição dos valores, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo escolhiam e compravam as joias e os operadores financeiros Carlos Miranda e Carlos Bezerra entregavam o dinheiro correspondente às peças adquiridas, as quais eram vendidas invariavelmente sem a emissão de notas fiscais. As aquisições eram feitas com o propósito indisfarçável de lavar o dinheiro sujo angariado pela organização criminosa, com pagamentos em espécie, por intermédio de terceiros, ou compensando valores de outras joias, sem emissão de notas fiscais e sem emissão de certificado nominal da joia.           
Com informações do MPF, reportagem, Storni Jr.  

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