O Ministério Público Federal em Brasília (MPF/DF) enviou à Justiça uma ação penal contra oito ex-funcionários terceirizados do Senado Federal pelos crimes de peculato e de quadrilha. De acordo com a denúncia, os acusados, que trabalhavam no Instituto Legislativo (ILB), subtraíram milhares de cartuchos para impressora novos e lacrados do almoxarifado da Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado (Prodasen) em proveito próprio e, também, para revenda. As investigações revelaram que os desvios aconteceram entre 2008 e 2013, causando um prejuízo de mais de R$ 3 milhões (em valores atualizados) aos cofres públicos. De acordo com o MPF, os crimes começaram a ser apurados em 2013, logo após a prisão em flagrante de um dos envolvidos. O inquérito instaurado pela polícia legislativa para apurar o caso verificou que o chefe do almoxarifado delegou a um funcionário atribuições que extrapolavam as funções previstas para um prestador de serviço terceirizado. Aproveitando-se da autonomia que tinha no setor e sendo o responsável pelo controle dos produtos estocados no almoxarifado, o funcionário realizava os extravios. A prisão em flagrante delito de um dos envolvidos no esquema, com a respectiva apreensão de 80 cartuchos subtraídos do almoxarifado do Prodasen, tudo são provas contundentes do crime de peculato praticado. Os denunciados deverão responder pelo crime de peculato praticado por diversas vezes. A pena prevista é de reclusão de dois a 12 anos e multa. Já para o delito de formação de quadrilha, a previsão é de reclusão de um a três anos.
Com informações do MPF,reportagem, Storni Jr.