Brasil - undefined·12 de março de 2018

MPF: Auditorias confirmam e aprimoram avanços no controle da origem da carne no Pará

<p>O MPF tamb&eacute;m est&aacute; alertando as empresas para a necessidade de que elas desenvolvam mecanismos eficientes de controle dos fornecedores indiretos.</p>

Por Agência do Rádio
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As empresas que comercializam gado, carne ou couro bovinos produzidos no estado do Pará buscam garantir a legalidade da matéria-prima no intuito de banir de vez do mercado produtos originados em áreas com desmatamento ilegal, trabalho escravo ou de invasões de terras públicas ou de comunidades tradicionais. 38 unidades de 26 empresas clientes da agropecuária paraense passaram por auditoria, a maioria frigoríficos responsáveis por 74% da capacidade de abate de gado no estado. As auditorias foram previstas em acordos assinados desde 2009 entre empresas, Ministério Público Federal (MPF) e governo do Pará – por meio do programa Municípios Verdes – e apoiados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).  Entre os ajustes que devem ser adotados pelos sistemas empresariais de controle, as auditorias apontam a necessidade de criação de mecanismos para evitar a compra do gado que nasce em áreas ilegais, mas que é revendido por produtores rurais legalizados – a chamada “lavagem” ou “esquentamento” do gado. Para evitar tal prática, o MPF informa às empresas que devem ser utilizados parâmetros de avaliação, como o nível de produtividade das fazendas – uma produtividade exorbitante pode ser indício de que a área está sendo usada para “esquentar” o gado. O MPF também está alertando as empresas para a necessidade de que elas desenvolvam mecanismos eficientes de controle dos fornecedores indiretos. Esses mecanismos, segundo o MPF, podem ser construídos em parceria com órgãos públicos e demais integrantes da cadeia da pecuária, em especial as grandes redes de supermercados.

 
Com informações do MPF, reportagem, Storni Jr.
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