Afirmar seu papel de atuação para o agronegócio como um todo e se adaptar as mudanças impostas pela modernização do setor. Esses são os desafios da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na avaliação de seu presidente, João Martins. Eleito de forma unânime, Martins comentou sobre o futuro da instituição durante a cerimônia de posse da nova diretoria da entidade em evento realizado nessa terça-feira (12).
Durante a posse, o presidente da CNA destacou que a agropecuária é um dos setores da economia que mais se modernizou no país. Entre os fatores determinantes para isso estão as tecnologias de comunicação, que pedem uma mudança na estrutura entre os que compõem a produção do campo.
João Martins também destacou a necessidade da CNA ser uma grande representante para todos os produtores do agronegócio, independentemente do tamanho da produção. Ele citou como exemplo as ações de integração de determinados setores, já colocadas em prática.
“Os horticultores são algo cerca de 800 mil produtores. Você não pode ter algo desse tamanho, que são algumas dezenas de bilhões que eles produzem por ano. Você não pode tratar como algo marginal no processo. Então nóss criamos uma comissão de horticultores e floricultores, para eles entenderem que também são produtores rurais.”
Outro ponto ressaltado por João Martins foi a necessidade de uma melhora nas questões logísticas para o produtor De acordo com dados divulgados pela CNA, os valores cobrados pelo serviço de transporte podem aumentar em até 30%.
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Ele fez questão ainda de ressaltar que a pauta do setor é ampla e complexa, e que espera que os três poderes brasileiros entendam a agenda da produção rural.
Durante o discurso, o presidente da CNA destacou a evolução do setor, e afirmou que a revolução na produção do campo é um dos fatores mais importantes da história econômica recente do Brasil, e que hoje, o agronegócio é um dos pilares da economia brasileira.
Reportagem, Raphael Costa