Por Karenina Moss
A vida moderna, repleta de longas jornadas de trabalho, rotinas complexas e diversos compromissos familiares oferece, para muitos, o desafio de dar continuidade aos estudos. Por isso, o ensino à distância tem sido uma saída viável para muitas pessoas que não têm condições de fazer um curso presencial.
Esse é o caso da fonoaudióloga Débora Chagas, de 35 anos. Ela acredita que existem diversos cursos com graus de dificuldade equivalentes, independentemente do local onde essas aulas são aplicadas.
Débora passou por uma especialização na área da fonoaudiologia e, ainda não satisfeita, partiu para uma segunda graduação, em que parte da formação foi à distância. “Tenho uma rotina de trabalho difícil e, às vezes, passo semanas em viagens. Optei pela especialização à distância, que foi relativamente tranquila. Mas, quando iniciei a graduação em Administração, o buraco foi mais embaixo”, contou ela. “Existe a vantagem de assistir as aulas sem o deslocamento, além dos preços que são mais em conta. Mas o grau de dificuldade é o mesmo. Passei por momentos de desespero. Mesmo assim, fiquei satisfeita com o resultado e recomendo o ensino à distância”.
Dados do Censo da Educação Superior de 2016 mostraram que o ensino à distância é uma modalidade que continua crescendo no Brasil. Só no Rio de Janeiro, foram quase 120 mil matrículas na graduação à distância. Foram 12.186 alunos que concluíram a graduação nesta modalidade, em 111 cursos ofertados no Rio no ano passado.
Solução para aumentar matrículas
O Ministério da Educação, por meio do Plano Nacional de Educação, determinou um conjunto de metas voltadas para ampliar a cobertura e a qualidade do ensino em todo o país.
O Ensino à Distância é uma das saídas encontradas pelo Governo Federal para aumentar o número de alunos matriculados no ensino superior e técnico. Confira quais são as metas para o ano de 2024.
Grafico 1 – Metas para educação técnica profissionalizante para o ano de 2024
Gráfico 2 – Metas para o ensino superior até 2024.

Diploma
Na Câmara dos Deputados, tramita um Projeto de Lei (6351/2016) que pretende igualar o diploma de cursos presenciais e à distância. Atualmente, os dois diplomas têm a mesma validade.
O autor do projeto, deputado Federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), no entanto, lembra que os diplomas de graduação ainda são impressos com o detalhamento de que o aluno se graduou na modalidade à distância. De acordo com o parlamentar, a aprovação desse Projeto vai permitir que diplomas não precisem mais conter essa diferenciação. “O diploma precisa ser uma ferramenta de universalização do ensino. Então, porque fazer diferenciação entre os diplomas? O ensino à distância tem o mesmo peso e eficiência que o diploma presencial, portanto é justo unificar ambas as realidades”, explicou Marco Antônio.