Criado em 1999 para unificar os pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, vem enfrentado a pior crise da sua história. Com um déficit de aproximadamente R$ 12 bilhões em 2016, o sistema colaborou para quebrar o caixa do Rio.
O desequilíbrio nas contas do fundo está ligado às próprias regras de aposentadoria do serviço público. De cada 100 servidores ativos, 66 têm direito à aposentadoria especial, em sua maioria professores e militares da PM e do Corpo de Bombeiros. Estes servidores podem se aposentar após 25 anos de trabalho. Como a longevidade da população aumentou, a tendência é que esse rombo só aumente, já que cada vez terá mais gente para receber – e menos para contribuir.
O governo federal teme enfrentar o mesmo problema. Mas há riscos reais de aposentados e pensionistas do funcionalismo público federal ficarem sem receber ou terem suas aposentadorias atrasadas, como já acontece no Rio? Quem responde é a economista chefe da ARX Investimentos, Solange Srour.
“Sim, o risco é muito alto. Isso já está acontecendo em alguns estados. A gente já vê em estados da federação o funcionário não receber e os aposentados,também. E no Brasil é só um conjunto de estados, não é?! A situação do Brasil é brasileira não é melhor muito melhor do que vários estados Então esse risco acho que a principal coisa que os brasileiros deveriam Olhar Para apoiar a reforma da Previdência o que aconteceu o que aconteceu no Rio de Janeiro é o futuro do Brasil isso nada feito”
Junto com o governo federal, a Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados trabalha para colocar em pauta mudanças nas regras de aposentadoria do funcionalismo público. E dos trabalhadores da iniciativa privada também. A expectativa é de que isso aconteça ainda este mês.