Recebemos aqui na redação uma dúvida que tem sido recorrente entre alguns dos nossos ouvintes: todo trabalhador é obrigado a contribuir com o INSS? E quem preferir investir esse dinheiro que daria como contribuição numa caderneta de poupança, por exemplo? A economista Solange Srour, da ARX Investimentos, nos explica. É possível isso, Solange?
“A pessoa não é obrigada. Se ela não contribui para o INSS ela perde os direitos oferecidos pelo INSS, como auxílio-doença, auxílio maternidade, reclusão, pensão por morte. Então, essa pessoa faz uma poupança, ela não vai ter esses outros direitos. Os outros direitos já estão vinculados ao benefício do INSS. Tem que contribuir para o INSS para poder ter esse direito. Agora nada exclui a pessoa de contribuir para o INSS e fazer uma poupança se ela acha que o INSS é insuficiente. Ou se a reforma vai ser de alguma maneira insuficiente para tornar seu consumo do futuro parecido com que é atual. Eu acho que uma coisa não exclui outra: contribui para o INSS e fazer uma poupança. Agora fazer só a poupança acaba impactando esses outros benefícios que eu falei”
A reforma da Previdência está sendo preparada pelo governo federal como forma de reduzir os gastos com pagamentos de aposentadorias e pensões. Em 2016, a diferença negativa do valor arrecadado em contribuições de trabalhadores com o foi pago chegou a, aproximadamente, R$ 152 bilhões.