Política - undefined·23 de novembro de 2017

Ministro pede mais tempo para analisar processo sobre restrição ao foro privilegiado

<p>N&atilde;o h&aacute; data marcada para retomada do julgamento</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Foto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pediu mais tempo para analisar o processo que trata sobre a restrição ao foro privilegiado para parlamentares e não há data marcada para retomada do julgamento.

Até agora, oito integrantes da Corte se manifestaram a favor de algum tipo de restrição na competência do tribunal para julgar crimes praticados por deputados e senadores, mas ainda há divergências no que se refere aos processos que já estão em andamento.

O professor da Faculdade de Direito da UnB, Alexandre Bernardino, avalia que, no Brasil, o foro privilegiado não está funcionando da forma como deveria.

"O foro privilegiado é um instituto democrático que visa garantir o mandato parlamentar ou o mandato de qualquer autoridade que esteja submetida a este foro. Foro privilegiado não significa impunidade. Significa que você vai ser julgado por uma autoridade competente para tal. Esse foro privilegiado tem sido utilizado como mecanismo de não punição. Infelizmente, a utilização do foro privilegiado tem sido feita para postergar os julgamentos e isto tem sido comprovado estatísticamente, inclusive."

Nesta quinta-feira (23) votaram os ministros Alexandre de Moraes, que havia pedido vista do processo, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello. Marco Aurélio, Rosa Weber e Cármen Lúcia já haviam votado nas sessões anteriores.

Segundo a maioria, deputados federais e senadores só vão responder a processos no STF se o crime for praticado no exercício do mandato. Agora, se o parlamentar cometeu um crime antes do exercício do mandato, ele seria processado pela primeira instância da Justiça, como qualquer pessoa comum.

O ministro Dias Toffoli disse que é preciso avaliar as consequências da decisão e fez críticas sobre a lentidão da Corte para julgar parlamentares em matérias criminais.

Reportagem, Cintia Moreira.

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page