Educação - undefined·22 de setembro de 2017

Minas Gerais precisa investir na formação técnica para não buscar mão de obra em outros estados, defende deputado

Por Agência do Rádio
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Ainda há um grande desconhecimento do ensino técnico no Brasil. Jovens em formação escolar acabam direcionados a valorizar apenas o ensino superior como meio de sucesso profissional. O acesso às salas de aula das faculdades e universidades brasileiras tem sido crescente. Mas, por outro lado, cresce também o número de recém-formados que não conseguem engrenar na carreira e completam as estatísticas dos 14 milhões de desempregados. 
Minas Gerais não fica de fora dessa demanda por profissionais com qualificação técnica. As indústrias instaladas no estado têm recorrido, muitas vezes, a mãos de obras de trabalhadores de outras partes do país. Tudo isso por não conseguirem ter, entre os mineiros, a qualificação esperada.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, jovens entre 20 e 29 anos que concluíram o ensino médio profissional e não estão cursando a faculdade possuem menores taxas de desemprego. Os salários também são maiores do que aqueles que concluíram o ensino médio regular e não estão na universidade. E bastante semelhantes aos daqueles que ainda não terminaram o nível superior. Enquanto um técnico de nível médio recebia, em média, R$ 1.035 em 2013, um universitário, da mesma faixa etária, tinha salário de R$ 1.100.
O deputado federal Stefano Aguiar, do PSD mineiro, lamenta que Minas tenha que importar essa mão de obra de outros estados. E defende uma parceria dos governos federal e estadual com entidades particulares na criação de cursos acessíveis a jovens que queiram se qualificar como técnicos.
“O público e o privado unidos, fornecendo cursos específicos para atender demandas regionais das indústrias, ia suprir esse mercado. Haja vista que nós sabemos que muitas indústrias hoje, até em Minas Gerais, existem técnicos que vem de outros estados para atender essa demanda. Justamente porque no estado não há pessoas qualificadas. Então essa parceria, acho que de médio a longo prazo, poderia suprir esse mercado e também atender essas vagas disponíveis com pessoas do próprio, da própria região.”
Como o curso técnico é mais curto, ele permite a alguns jovens entrarem no mercado de trabalho mais cedo, sem necessariamente ter que se dedicar um longo período à graduação.
Enquanto na Áustria 75% dos alunos do ensino secundário fazem educação profissional, no Brasil apenas 9,3% seguem este mesmo padrão. Em outros países da Europa como Portugal, França, Espanha, e Alemanha esse índice supera a casa dos 43%.
De Brasília, Hédio Júnior
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