Saúde - undefined·19 de dezembro de 2017

MINAS GERAIS: Casos de Chikungunya têm aumento expressivo no estado

<p style="text-align: justify;">Atualmente, 200 munic&iacute;pios s&atilde;o acometidos pela doen&ccedil;a</p>

Por Agência do Rádio
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Minas Gerais registra um aumento da Chikungunya no estado. No início do ano, a doença acometia 60 municípios, hoje já são 200 cidades que sofrem com a patologia. Os registros da Chikungunya chegam a 17 mil casos, quando normalmente, em períodos mais controlados, giravam em torno de 900 notificações. Apesar disso, Minas registra o menor número de casos de Dengue, desde as primeiras epidemias, em 2010, relatadas no Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde. Foram 28 mil ocorrências neste ano. Em 2016, foram 550 mil. O Subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, comenta que um dos fatores para o aumento de alguns casos de doenças, transmitidas pelo mosquito, se deve aos reservatórios de água, como caixas de água. Além disso, ele diz que, apesar da maioria dos casos serem por Dengue, o aumento de Chikungunya é significativo.

“A Chikungunya nunca circulou no estado. Então a tendência, além de ser um vírus com alta taxa de ataque, e a gente ter uma população praticamente suscetível a esse tipo de vírus, pode ser que este risco seja maior do que manter uma epidemia por Dengue.”

Para tentar conter as investidas do mosquito, visitas de agentes de saúde são realizadas periodicamente.O motorista de 47 anos, Antônio Marcos da Silva, é morador do Bairro Jardim Patrício, em Uberlândia. Ele teve Dengue e ficou afastado do trabalho por quatro dias. Os sintomas, no caso dele, foram mais leves. Mesmo assim, ele comenta que o que mais dificulta é a falta de bom senso da população.

“O pessoal não tem consciência ainda não, eu acho que só quem pegou que sabe o que é que é. Porque o brasileiro é acomodado mesmo, né? Espera demais o pessoal fazer, ao invés dele mesmo pegar e fazer. Na casa da gente, a gente mesmo pode fazer as coisas e, às vezes, peca, eu acho, pra esperar o pessoal chegar e mandar fazer isso ou aquilo. É um problema muito sério e muito grande.”

Faça parte dessa luta e faça com que o mosquito não se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também é lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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