Minas Gerais ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros com maior número de trabalhadores na indústria. São mais de um milhão de profissionais. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, que também mostra que o setor vem sofrendo com a falta de profissionais qualificados.
De acordo com o gerente de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI de Minas Gerais, Edmar Alcântara, a baixa qualidade da Educação Básica é um dos fatores que tem impedido o aumento da produtividade industrial. Para Edmar, é preciso investir em políticas de Estado focadas em educação profissional que coloquem o estudante um passo à frente dos que apenas se formam e não têm experiência com a futura profissão.
“O nosso sistema de educação atual não informa absolutamente nada para o jovem sobre mercado de trabalho. O interessante é que dentro da constituição fica muito claro que o papel do Ensino Médio é preparar para o mercado de trabalho.”
Para o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva da CNI, Márcio Guerra, um dos maiores problemas da Educação Básica é a falta de associação da teoria à prática. Guerra explica que a Nova Base Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2017, é um importante passo para a consolidação da “indústria do futuro” no país.
“Com essa nova forma de organização curricular, nós temos uma grande chance de melhorar essa conexão com o mercado de trabalho, ou seja, é uma educação mais leve, ágil e direta e que leva a situações que o jovem consiga fazer a transposição do conhecimento do que acontece na sala de aula com o que acontece no mercado de trabalho.”
Atualizar o currículo da Educação Básica, investindo em educação profissional, é uma das propostas encaminhas pela Confederação Nacional da Indústria aos candidatos à Presidência da República. O objetivo é aumentar a competitividade da indústria e do Brasil, e construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.
Reportagem, Aline Dias