Por João Paulo Machado

Em Minas Gerais, os setores que mais contribuem para o desenvolvimento econômico são os da construção civil, alimentos, extração de minerais metálicos, serviços industriais de utilidade pública e metalurgia. Juntos, os segmentos representam 63,3% da indústria local. Nos últimos dois anos, o setor industrial no estado empregou 1.047.722 pessoas, com salários de R$ 2.253,4 em média. Os dados constam no Portal da Indústria.
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Avaliando o cenário, professor da PUC-SP, especialista em Pensamento Estratégico e Gestão de Pessoas, Maurício Sampaio, afirma que essa é uma boa oportunidade para quem faz cursotécnico. De acordo com o especialista, o mercado exige muita mão de obra qualificada em áreas técnicas e a chance de arranjar um emprego é grande.
“O ensino técnico, para mim, é uma porta de entrada no mercado de trabalho, mas veloz até do que uma própria faculdade. Eu acho que ele vai te dar condições específicas. Nem todo mundo tem essa mão de obra qualificada. Por isso muito gente desempregada. Então, para muita gente, o ensino técnico eu vejo como um grande caminho”, afirma Sampaio.
Em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente que atuem em áreas de nível técnico. A informação é da empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup.
Em Minas, uma das maneiras de ter acesso a cursos dessa categoria é por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG). Para o diretor geral da instituição, Rafael Lucchesi, quanto mais profissionais capacitados, maior a movimentação econômica do país.
“A educação profissional técnica é algo importante na realização dos projetos de vida dos jovens brasileiros, bem como algo importante para aumentar a nossa produtividade do trabalho e aumentar a competitividade das empresas”, comenta Lucchesi.
De acordo com um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, mostra que, profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.