Brasil - undefined·30 de maio de 2018

MEDIAÇÃO: Marituba recebe mutirão sistêmico

<p>A Comarca de Marituba, Regi&atilde;o Metropolitana de Bel&eacute;m, recebeu o mutir&atilde;o sist&ecirc;mico na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feira, 29.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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A Comarca de Marituba, Região Metropolitana de Belém, recebeu o mutirão sistêmico na manhã desta terça-feira, 29. A ação ocorreu por meio do projeto “Marituba Sistêmica: Comissão Sistêmica, Caminho da Paz”, sob organização do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e da Comissão Sistêmica do TJPA. A oficiala de justiça Carmem Sisnando, à frente das constelações sistêmicas, explicou sobre as demandas atendidas no mutirão.

“Nós aqui estamos estreando um momento novo, onde a gente está trabalhando o mutirão de parte processual e mutirão de pré–processual, porque pra gente não tem o interesse de apenas trabalhar os processos, e sim estancar, também, a porta de entrada. Então, a gente trabalhando as duas frentes, alavancando os processos que estão no Judiciário e trabalhando para que as famílias se reconheçam no conflito, e procurem um caminho de harmonia no pré-processual, certamente também reduzirá a entrada de novos processos”.
No total, foram encaminhados 90 processos, 70 dos quais provenientes da 2ª Vara Cível de Marituba e 20 demandas pré-processuais encaminhadas pela Defensoria Pública do Estado. José Cavalcante da Silva Júnior e o filho Renan Borges da Silva firmaram um acordo anterior e foram ao mutirão para finalizar o processo judicial.
“Foi uma exoneração de pensão, como ele tem 19 anos caía automaticamente na conta da mãe dele, aí eu fiz um acordo com ele. A gente veio para fazer um acordo, ele está fazendo um curso no Cefisa, eu tô me responsabilizando. Enquanto ele não estiver trabalhando, eu vou tá dando atenção pra ele que tiver no meu alcance. Foi tudo resolvido, entramos em um acordo e, graças a Deus, deu tudo certo.”
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O aposentado Antônio Siquelnido da Silva, divorciado há 17 anos, aproveitou a oportunidade do mutirão para encerrar o processo litigioso com a ex-esposa e saiu contente com o resultado.
"Eu vim aqui porque fui chamado pela justiça, mas já acabou isso, há 17 anos separado, aí botar um ponto final nisso pra acabar. Acabar de boa! Valeu, valeu, valeu a pena! Depois que a doutora botar o ponto final aí que valeu a pena mesmo."
Os mutirões serão realizados mensalmente na Comarca de Marituba a partir deste mês. Em junho, os processos da 1ª Vara Cível de Marituba serão apreciados com a proposta da visão sistêmica. O balanço de conciliação por meio dos mutirões sistêmicos varia positivamente de 89% a 92% de acordos firmados entre as partes, o que contribui para a celeridade processual no Poder Judiciário paraense.
Reportagem, Samyra Mercês
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