Educação - undefined·29 de agosto de 2018

MATO GROSSO DO SUL: Produtividade industrial depende de investimento na Educação Básica

<p>Capacita&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica est&aacute; entre principais medidas para consolida&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira</p>

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

Os setores de construção, alimentos, derivados de petróleo e biocombustíveis, serviços industriais de utilidade pública e máquinas e equipamentos são os que possuem maior participação no PIB industrial do Mato Grosso do Sul. Juntos, esses segmentos representam 83,6% da indústria do estado. A média salarial dos empregados na indústria é de R$2.153,20. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Gleison Ferreira, eletrotécnico. Foto: Acervo Pessoal

O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso do Sul (SENAI), Rodolpho Caesar Mangialardo, explica que a instituição monitora a indústria e oferece a formação necessária para o aumento da produtividade. Segundo Mangialardo, mais de cinco mil jovens que se formaram no SENAI estão empregados.

“Estamos com a expectativa que os setores que mais vão contratar são aqueles voltados para a tecnologia de dados, internet das coisas, automação e robótica. No passado, a gente trabalhava sob demanda. Agora, além de atender as indústrias existentes, a gente está pensando em desenvolver os jovens para aquilo que está vindo”, afirma.

Crédito: Agência do Rádio Mais

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As mudanças são reflexo da Indústria 4.0, a 4ª Revolução Industrial, que trará a integração do mundo físico e virtual, por meio de tecnologias digitais. Engenheiro de cibersegurança, técnico em informação e automação, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D são algumas das novas profissões que devem surgir e se consolidar no mercado nos próximos cinco a dez anos, de acordo com o SENAI. A previsão é que surjam 30 novas ocupações em oito áreas.

De acordo com um estudo encomendado pelo SENAI, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.

É o que confirma o eletrotécnico Gleison Ferreira, 35 anos, que decidiu se especializar na área após ser demitido do antigo emprego de motorista. Ao concluir o curso técnico em eletrotécnica oferecido pelo Senai, em 2016, o morador de Campo Grande garantiu uma vaga em um setor com muita demanda e poucos profissionais e viu a renda aumentar.

“Hoje em dia se você não tiver um curso técnico, se você não tiver uma qualificação, principalmente nessa área de eletricidade, o mercado não te contrata. Mas se você se especializar, o mercado vai brigar por você, porque ele sabe que você tem uma qualificação que ele precisa dentro da empresa”, destaca.

Além do curso técnico, Gleison conta que continua em busca de atualizações. Ele possui qualificação em mecânica de moto, mecânica diesel e eletricidade industrial, que auxiliam o seu desempenho no trabalho.

Conheça as novas profissões da Indústria 4.0:

Educação e consolidação da indústria
Pesquisa realizada pela CNI, em 2016, apontou a importância da educação básica para a consolidação da indústria do futuro no país. No total, 42% das empresas industriais consultadas consideravam que o investimento em novos modelos de educação e em programas de treinamento seria uma das principais medidas para acelerar a adoção de tecnologias digitais.

Esta é uma das propostas encaminhadas pela CNI, em julho deste ano, aos candidatos à Presidência da República. O objetivo é aumentar a competitividade da indústria e do Brasil e construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.

Segundo o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, o sistema educacional é decisivo para o reconhecimento profissional e, consequentemente, para o crescimento do país. Lucchesi também afirma a importância de investir em pilares fundamentais para a educação como ciência, tecnologia e inovação.

“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro, para melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e gerar mais riqueza, bem-estar e competitividade para as empresas e para o país”, ressalta.
 

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