Saúde - undefined·06 de abril de 2018

MATO GROSSO DO SUL: Especialistas alertam população para os perigos da Tuberculose

Por Agência do Rádio
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O Mato Grosso do Sul não está livre da Tuberculose. Por ano, o estado registra em média cerca de 900 casos da doença, segundo a gerente técnica do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Geisa Poliane. Ela explica que, por ter uma grande população carcerária, a doença é ainda mais recorrente nas cidades metropolitanas, já que ela é mais facilmente transmitida em ambientes fechados. Geisa destaca que o estado tem também a segunda maior população indígena do país, fator que aumenta ainda mais a incidência da doença em Mato Grosso do Sul. Para acabar com a Tuberculose é preciso que os pacientes assumam o compromisso de fazer o tratamento até o final, como orienta a especialista.

“O tratamento da Tuberculose dura seis meses de medicação diária. Com o início do tratamento, em torno de dez a 15 dias, a pessoa já começa a melhorar. Só que, se ela não tomar, não fizer o tratamento correto, se ela abandonar, quando ela voltar a ter os sintomas, porque ela não vai estar curada, ela vai apresentar, uma hora ou outra, os sintomas novamente, ela já pode voltar resistente à medicação básica. E aí o tratamento, que duraria seis meses, pode vir a durar até dois anos, com medicamentos muito mais caros, e que só podem ser tratados a nível hospitalar. Lembrando que o tratamento é gratuito, ele não consegue ser comprado, e ele só é fornecido pelo SUS.”

Em homenagem ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, que foi comemorado no dia 24 de março, Geisa conta que todos os municípios do estado estão fazendo campanhas de conscientização para alertar a população sobre os perigos da doença. A moradora de Campo Grande, Eunice Cunha, de 61 anos, trabalha com diagnósticos da Tuberculose no Laboratório Central de Saúde Pública do estado e conta que também foi diagnosticada.

“Eu tive lesão fechada na perna e pensava em tudo quanto era possibilidade de problema de pele. Pensei em fungo, pensou numa bactéria mais resistente, mas não conseguiu pensar em Tuberculose porque a biopsia não era compatível com a Tuberculose. Eu fiz vários exames como baciloscopia, cultura, que é o exame que a gente faz quando tem tuberculose, e todos deram negativo.”

A dificuldade de identificar a doença era porque o caso dela era um pouco mais raro. Ela teve Tuberculose cutânea, um tipo da doença que não é transmissível. Ela acredita ter contraído a doença no laboratório em que trabalha. O tratamento com remédios de Tuberculose foi uma ideia de uma médica que a acompanhava. Ela imaginou que poderia ser Tuberculose, já que trabalhava no laboratório. Depois que os remédios fizeram efeito, e os sintomas diminuíram, a paciente conta que continuou o tratamento por nove meses. Mas, o mais importante, é que ela o fez até o final. Só assim pôde ficar completamente curada. Fique ligado! Tossiu por mais de três semanas, tá suando demais à noite, perdendo peso? Corra para a unidade de saúde mais próxima! Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações acesse saude.gov.br.
 

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