Pesquisadores do Rio de Janeiro realizaram estudo para encontrar formas de reduzir os riscos que trabalhadores podem estar expostos na indústria. Foi assim que chegaram à uma conclusão: era possível transformar um elemento químico extremamente perigoso em um material que é inofensivo à saúde, que é chamado de cromo 3.
De acordo com o pesquisador-chefe do estudo, Antônio Fidalgo, o objetivo final dessa pesquisa é auxiliar os gestores de empresas a melhorarem as condições de trabalho para os funcionários. E, dessa forma, melhorar a produtividade da empresa.
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Ele explica que agora que já conseguiram encontrar uma forma de reduzir a toxicidade, o desafio é outro. Fazer testes de como é possível tornar o material palpável para o trabalhador.
“A ideia é que a gente conseguisse aplicar esse material em equipamentos de proteção individual, ou para tratamento de água. Uma das possíveis aplicações é a gente conseguir agregar esse material que a gente conseguiu nas máscaras que protegem contra compostos orgânicos.”
Essa pesquisa foi realizada nos laboratórios do Centro de Inovação SESI de Higiene Ocupacional, no Rio de Janeiro, em parceria com professores e alunos da Pontifícia Universidade Católica, a PUC-RIO.
Fidalgo explica que o objetivo do centro é promover, por meio de pesquisas, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores da indústria. As soluções são inovadores e buscam identificar e controlar substâncias químicas que podem prejudicar a saúde dos funcionários das empresas.
“A gente trabalha com qualquer coisa envolvendo a higiene ocupacional. Em resumo, seriam condições saudáveis de trabalho. Tudo o que a gente possa prevenir e reduzir o risco. A ciência que trabalha com isso é a higiene ocupacional. Então qualquer pesquisa voltada para essa área, a gente consegue contribuir de alguma forma com as empresas.”
O Centro de Inovação SESI de Higiene Ocupacional é um dos oito centros espalhados pelo país. Todos eles procuram reduzir o número de acidentes no trabalho e de custo das empresas por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, além de expandir a cultura de prevenção de riscos e contribuir com o aumento da produtividade da indústria brasileira.
Reportagem, Sara Rodrigues