Política - undefined·31 de janeiro de 2018

Marun afirma que não há plano B para reforma da Previdência

<p>De acordo com o ministro, governo trabalha com uma margem de apoio de cerca de 270 parlamentares e tenta convencer outros 50</p>

Por Agência do Rádio
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Por Tácido Rodrigues

Marun garantiu que haverá o número mínimo de 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional

Presidente da República, ministros, parlamentares, empresários e outras lideranças seguem a linha de que o convencimento é o passo mais importante para que enfim a reforma da Previdência saia do papel. Até a aparição de Temer em rede nacional, em programas de televisão e rádio, é uma saída vista com bons olhos pelo governo para se dirigir diretamente à população. Se antes a reforma da Previdência era considerada totalmente impopular, hoje a aceitação é maior, segundo pessoas próximas ao peemedebista.

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É o que avalia, por exemplo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Segundo ele, o governo federal não trabalha com a hipótese de “plano B” sobre a reforma da Previdência. Em entrevista após encontro com lideranças empresariais nesta segunda (29), Marun garantiu que haverá o número mínimo de 308 votos necessários para aprovar no Congresso Nacional a emenda constitucional que altera as regras de acesso à aposentadoria.

“Não existe plano B, nosso plano é o plano A, de aprovação da reforma ainda no mês de fevereiro. Nós temos um fator positivo, que é o fato de que a população se predispõe a apoiar a reforma. Então, eu diria que desde maio não vivíamos um momento tão positivo como hoje estamos vivendo para a aprovação dessa reforma”, garantiu.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Temer afirmou mais uma vez que a reforma visa acabar com privilégios e ressaltou que a equiparação entre servidores públicos e da iniciativa privada é uma necessidade. “Nós conseguimos esclarecer que a reforma não atinge os mais carentes. Em primeiro lugar, quem ganha um, dois, três salários mínimos, até o teto da Previdência Social, que é R$ 5.645, não tem nenhuma diferença. Vai ter diferença tanto do setor público como do setor privado, o teto será de R$ 5.645”, afirmou.

A leitura do relatório da reforma no plenário da Câmara e o início das discussões em torno da proposta estão previstas para a próxima semana. A votação do texto deve ocorrer após o Carnaval, no dia 19 de fevereiro.

Discussões

O recesso parlamentar termina oficialmente nesta sexta-feira (2), mas as atividades no Congresso só retornam na segunda (5). De acordo com Marun, isso não deve ser um problema para as discussões em torno da reforma. Nas contas do ministro, o governo trabalha com uma margem de apoio de cerca de 270 parlamentares e tenta convencer pelo menos 50 deputados.

Nesta semana, quando perguntado sobre o que faltava para a aprovação da reforma, Temer garantiu que é preciso, antes de tudo, entender o teor do texto. Otimista com relação à aprovação, o presidente reconheceu que o modelo original ainda pode sofrer mudanças e ainda foi direto ao afirmar que os parlamentares que forem contra a reforma estarão “fazendo um mal contra o país”.

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