Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Maranhão precisa melhorar qualificação profissional para diminuir desemprego entre jovens

<p>A cada 10 jovens que terminam o Ensino M&eacute;dio apenas um sabe o b&aacute;sico de matem&aacute;tica, diz Gerente Executivo da CNI.</p>

Por Agência do Rádio
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O estado do Maranhão aparece na décima nona colocação no ranking da Educação do site Ranking de Competitividade, que avaliou a qualidade do ensino em todas as 27 unidades da Federação.

Em 2016, o estado ocupou a vigésima colocação no ranking de abandono escolar do Ensino Fundamental e esteve na décima sexta posição no abandono escolar do Ensino Médio.

A falta de qualificação adequada reflete no futuro dos jovens que enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho logo que terminam o Ensino Médio.

Para o Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Márcio Guerra, a qualidade da educação brasileira é deficitária e possui problemas antigos que prejudicam o desenvolvimento do país, como o baixo resultado no ensino de matemática e português, por exemplo.

“A qualidade da educação brasileira é um problema de muito tempo. Para se ter uma ideia, a cada dez jovens que terminam o Ensino Médio, apenas um sabe o básico de matemática. Português é um pouco melhor, mas os resultados são muito ruins. Isso compromete muito esse jovem que chega no mercado de trabalho.”

O desemprego no Maranhão é de cerca de 14 por cento, em comparação a população ativa no estado. Entre os jovens a realidade é muito pior. Eles representam mais de 115 por cento, quando comparados com o total de desempregados maranhenses. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, do IBGE.

Nos estados do Nordeste, apenas pouco mais de oito por cento dos estudantes que terminam o Ensino Médio são formados na educação técnica profissional.

A Coordenadora de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do SENAI do Maranhão, Scheherazade Bastos, lembra que os cursos técnicos podem garantir ao jovem brasileiro boas oportunidades no mercado de trabalho, a exemplo de países desenvolvidos, como Alemanha e Dinamarca.

“Já tem estudos, pesquisas realizadas pelo SENAI que demonstra que países, por exemplo, da Europa, que investem muito no curso técnico. Essas pessoas, elas têm uma entrada no mercado de trabalho bastante significativa".

De acordo com o Censo de 2010, do IBGE, 35 e meio por cento da população maranhense, com idade entre 18 e 24 anos, não trabalhava e não estudava.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Paulo Henrique Gomes

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