O número de beneficiários de aposentadoria com menos de 60 anos cresceu na região Nordeste. Segundo estudo divulgado nesta semana pelo Ipea, essa parcela da população foi de 2,2% em 1992 para 2,8% em 2015. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais recebendo o benefício também aumentou, pulando de 71,9% para 79,2% no mesmo período.
E a tendência é que esse número aumente no Brasil. De acordo com o IBGE, em quatro anos, o número de idosos subiu 16%. A pesquisa destaca que a expectativa de vida do brasileiro foi de 75,8 anos em 2016. O coordenador de Previdência Social do Ipea e um dos autores do estudo, Rogério Nagamine, destaca que o envelhecimento acelerado merece cautela.
“O envelhecimento já está tendo impacto e isso implica a necessidade de ajustes. O aspecto positivo é que esse ajuste pode ser feito, eliminando o que a gente chama de componentes regressivos no sistema previdenciário, que são componentes que pioram a distribuição de renda.”
Apesar desse aumento, o Maranhão foi o estado com a menor expectativa de vida em todo o País. No ano passado, os maranhenses viviam até 70,6, média abaixo da nacional. Mas, ainda assim, cresceu em relação aos anos anteriores. O especialista em finanças Marcos Melo comenta.
“Isso é um ponto muito positivo, porque isso foi uma conquista social, conquista do povo brasileiro em conseguir ter uma expectativa de vida maior. Para se ter ideia, em 1940 a expectativa de vida era de 45,5 anos, aproximadamente. Um dos fatores que causam esse desequilíbrio da previdência é um dado muito positivo, que é o aumento da expectativa de vida do brasileiro.”
Segundo o Ipea, os gastos com aposentadoria no Maranhão, em 2016, foram de dois bilhões de reais.
Reportagem, Jalila Arabi.