Saúde - undefined·11 de dezembro de 2018

MARANHÃO: Números no combate ao HIV melhoram no estado

Por Agência do Rádio
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O Brasil e o mundo celebram 30 anos de combate à aids. E há motivos para comemoração. De lá para cá, foram muitos avanços e, nos últimos anos, o país registrou os seus melhores números no combate à doença. Isso se deve à melhoria no diagnóstico, na ampliação do acesso à testagem e diminuição do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Dados do Ministério da Saúde revelam que, entre 2014 e 2017, houve redução de 1,7% no coeficiente de mortalidade no Maranhão. No mesmo período teve aumento de 8,1% no número de diagnósticos, o que mostra que a população está fazendo a testagem. Mas a luta não para por aqui. Jocélia Frazão, coordenadora do Programa Estadual de Combate à Aids/DSTs no Maranhão, alerta que os cuidados com o HIV continuam. Mesmo sem sintomas, todo mundo deve fazer exames porque o vírus pode não se revelar no início.

"Em relação ao HIV, a gente não tem nem como ainda detectar. Porque, a partir do momento em que a pessoa vem sentir, ela já tá com a doença no seu organismo. Então, quando ela já está com o vírus, aparentemente, ela está saudável. Por isso, a gente tem preconizado muito que a pessoa procure, que a comunidade, a sociedade em geral, procure a unidade mais próxima de sua residência para realizar o teste rápido. Para poder ter o diagnóstico precoce, pra que ela não desenvolva a doença em seu organismo."

Não espere ser tarde demais, um diagnóstico precoce pode evitar muitas complicações. A maranhense Cleudiane Silva, de 28 anos, conta que foi surpreendida com o diagnóstico da doença, quando estava grávida. Mas conseguiu iniciar o uso de medicações a tempo e evitou que seu filho nascesse com o HIV.

“Eu fui violentada. Tinha treze anos de idade. Aí eu engravidei e fui descobrir que tava grávida já quase com seis meses, entendeu? Meu filho nasceu lá pro final do ano. Eu passei mal, fiquei em recuperação e tudo. Aí, a médica que ‘tava’ no plantão pediu todos os exames. Eu fiz e deu positivo."

O filho de Cleudiane está com 14 anos e boa saúde. Ela conta que, desde então, se previne e faz o tratamento corretamente. Está casada há 14 nos e o marido não tem o vírus. Agora ela é representante estadual do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, e participa ativamente no apoio às pessoas que são diagnosticadas com o HIV. Faça sua parte nessa luta. Use camisinha e conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS. Proteja-se. Trinta anos da luta mundial contra a aids. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br.

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