O Estado do Maranhão teve uma baixa no número das doenças que são transmitidas pelo mosquito, com relação ao ano de 2016. Neste ano, o estado notificou 7.029 casos de Dengue, 6.409 de Chikungunya e 525 de Zika. Já no ano passado, foram 23.716, 12.833 e 4.624 casos, respectivamente. Ações são realizadas periodicamente para que os casos continuem diminuindo, como as visitas dos agentes de saúde, ao longo do ano, nas residências dos moradores, para fiscalizar e conscientizar a população dos problemas que o mosquito pode trazer. De acordo com o secretário Estadual de Saúde, Carlos Eduardo Lula, existia muita resistência dos moradores do estado para essa prática, mas, quanto mais ela foi intensificada, melhores foram os resultados na queda dos casos. Ele explica a importância desse monitoramento.
Carlos Eduardo Lula, Secretário Estadual de Saúde.
“Essa é uma atividade que tem que acontecer todo ano, o tempo inteiro, todos os dias do ano, que é a visita de casa em casa, de porta em porta, Os nossos agentes de endemias e os Centros Comunitários de Saúde fazem também esse trabalho de casa em casa e prevenção de cuidados. Em anos anteriores a gente tinha muita resistência da população que não deixava, ou encontrava um número muito grande de casos de casas fechadas. Hoje a gente tem uma receptividade muito maior da população para aceitar o agente, permitir que ele faça o trabalho de busca e faça o trabalho de conscientização com as pessoas”.
Acometida por Dengue e Zika, a administradora Vitória Pires, de 51 anos, divorciada, mãe de quatro filhos e moradora do bairro de Olho D’água, diz que sempre teve os cuidados antes de ser acometida pelas doenças. Mesmo assim, continua sendo difícil se prevenir do mosquito, pois, não é uma função apenas do estado, mas sim, uma parceria conjunta com a população. Ela conta também que ficou uma semana sem poder trabalhar, e sentiu os sintomas por três meses, mesmo depois de curada, em virtude do Zika vírus. Vitória teve muita ajuda da família até para se locomover entre os cômodos. A administradora diz que teve medo de morrer. Ela nos conta um pouco sobre a doença.
Vitória Pires, administradora.
“Ela pega a gente de surpresa. Eu pelo menos estava em um restaurante, estava caminhando e aí eu senti minha panturrilha prender e eu tive a sensação de que eu ia cair. Eu não consegui mais andar naquela noite. Fui para casa, me arrastei, me levaram para o carro, passei a noite com febre, com muita dor. Aí a gente chega ao hospital, não tem muita coisa. Tomei um medicamento de emergência e quando você chega em casa, não tem nada para tomar. Aí ficava bebendo líquido, tomando água de coco, uma vitamina”.
Faça parte dessa luta para que o mosquito não se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.