O Maranhão reduziu as taxas de acidentes dentro das empresas nos últimos anos. Entre 2015 e 2017, por exemplo, o índice de ocorrências nas companhias do estado recuou quase 20%, chegando a 3.815 casos no último ano. Os dados são da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda.
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Além disso, a taxa de incidência, que era de 9,62 a cada mil vínculos empregatícios em 2013, caiu para 8,27 em 2016.
Para o coordenador de Segurança e Saúde da Indústria do SESI-MA, Allan Kardec Ferreira, o investimento em segurança e saúde do trabalhador contribuem fortemente para esse resultado.
“Eu atribuo, principalmente, àmaior conscientização dos empregadores em relação a investimentos em segurança no trabalho. Nós passamos daquela fase de pensar que saúde e segurança do trabalhador era uma despesa para encarar como investimento, porque realmente é um investimento.”
Para o consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento em SST também ajuda a reduzir os valores de taxas pagas pelas companhias.
“Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair. Então veja que é um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições.”
Em todo o país, o destaque é para o setor industrial. De acordo com a Confederação Nacional de Indústria, a CNI, um dos fatores que mostra o bom desempenho da indústria é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo registraram queda de 21,9%.
Além disso, segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em algumas atividades industriais, como a indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016.
A CNI também fez um estudo que aborda o tema. Entre os pontos do balanço, um aponta que é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS.
A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.
Reportagem, Marquezan Araújo