Economia - undefined·28 de setembro de 2018

Mais de dois mil estudantes abandonaram cursos de engenharia no Acre, em 2017

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Se a gente n&atilde;o tiver engenheiros, n&atilde;o vamos conseguir ser um pa&iacute;s competitivo, alerta Diretora de Inova&ccedil;&atilde;o da CNI</font></em></p>

Por Agência do Rádio
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O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo no Acre por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que um pouco mais de dois mil e cem alunos fizeram matrículas, em nove cursos de engenharia oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior no Acre, no ano passado.

Deste total, apenas 680 alunos acreanos ingressaram nos cursos e 447 desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas 120.

O especialista em Engenharia da Universidade Federal do Acre, Elieser Júnior, explica que o crescimento do país está relacionado diretamente com o trabalho do engenheiro. Ele, que é professor de engenharia elétrica, lembra que os estados precisam garantir a formação desses profissionais para evitar ‘apagões’ de mão de obra especializada em setores importantes para o crescimento econômico.

“Inclusive porque há uma correlação entre PIB e energia elétrica. O PIB aumenta 2% a demanda pela energia elétrica aumenta 3%. Precisamos nos preparar, porque se crescer demais não vai ter engenheiro, não vai ter geração, não vai ter transmissão que é fundamental para o crescimento do país.”

Do total de 120 estudantes formados em engenharia no Acre, 83 concluíram o curso em faculdades públicas e 37 em instituições privadas. Os números correspondem a pouco mais de 17% em comparação com a quantidade de vagas oferecidas em todos os cursos de engenharia do estado, que, em 2017, foi de 688.

O crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado, como lembra a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Gianna Sagazio.

“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como era dado há 30, 40 anos. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI elaborou o estudo “Ensino de Engenharias: fortalecimento e modernização”, que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, para as Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

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