Economia - undefined·27 de setembro de 2018

Mais de 4,2 mil estudantes abandonaram cursos de engenharia no Pará, em 2017

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Se a gente n&atilde;o tiver engenheiros, n&atilde;o vamos conseguir ser um pa&iacute;s competitivo, alerta Diretora de Inova&ccedil;&atilde;o da CNI</font></em></p>

Por Agência do Rádio
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O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo no Pará por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que mais de vinte mil alunos fizeram matrículas, em 103 cursos de engenharia oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior paraenses, no ano passado.

Deste total, apenas pouco mais de sete mil e quinhentos alunos paraenses ingressaram nos cursos e quase quatro mil e duzentos desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas dois mil e trezentos.

Para o especialista em Engenharia da Universidade Federal do Pará, Newton Soeiro, a baixa qualidade do Ensino Médio, em especial nas ciências exatas, como matemática e física, contribui para a evasão nos cursos superiores de engenharia.

“O que houve no Brasil foi uma distorção da forma de educação nos níveis antes de entrar na universidade. Hoje, a gente percebe que os colégios públicos estão em uma situação grave. Não tem como você formar um bom engenheiro se ele não tem a base.”

De acordo com estimativa do Instituto de Pesquisas Aplicadas, o IPEA, o mercado de trabalho no Pará deve empregar cerca seis mil engenheiros – mas apenas em 2023.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) o crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado. A diretora de Inovação da entidade, Gianna Sagazio, afirma que os cursos precisam ser modernizados.

“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como ele era dado há 30, 40 anos. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser um país competitivo e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharias: fortalecimento e modernização”. que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, nas Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

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