Internacional - undefined·26 de fevereiro de 2019

Mais de 270 militares das Forças Armadas Bolivarianas deixam a Venezuela

A maioria do efetivo é de baixa patente; efetivo da Força Nacional Bolivariana é estimada em 150 mil homens

Por Thiago Marcolini
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Autoridades colombianas responsáveis pelo setor migratório informaram que mais de 270 militares das Forças Armadas Bolivarianas desertaram e entraram na Colômbia nos últimos três dias. A maioria do efetivo é de baixa patente.

O governo venezuelano, por sua vez, disse que o número do efetivo da Força Armada Nacional Bolivariana varia entre 95 mil e 150 mil homens. Logo, o percentual de militares que deixaram a Venezuela nos últimos dias gira em torno de 0,3% do total.

Outros sete militares que estavam sob o comando de Nicolás Maduro fugiram para o Brasil. Dois sargentos chegaram na noite do último sábado (23) e estão alojados em um abrigo para refugiados na cidade de Pacaraima, em Roraima.

Em entrevista a jornalistas, o sargento Carlos Eduardo Zapata pediu aos companheiros de farda que deixassem de apoiar Maduro e “que se coloquem do lado do povo que está passando fome."

Os militares das Forças Armadas Bolivarianas desertaram em meio à crise na Venezuela, acirrada após o bloqueio nas fronteiras, determinado por Nicolás Maduro para impedir a entrada de ajuda humanitária.

Dois caminhões do Brasil tentaram entrar com alimentos e remédios no país vizinho, mas foram impedidos. Logo em seguida, venezuelanos que estavam do lado brasileiro atacaram uma base militar composta por homens das Forças Armadas Bolivarianas. Os militares reagiram jogando bombas de gás e atirando com armas de fogo, segundo o coronel do Exército José Jacaúna, comandante da Operação Acolhida em Roraima.

A fronteira entre Brasil e Venezuela está fechada desde a última quinta-feira (21). A justificativa de Nicolás Maduro é de que a ajuda humanitária enviada por Brasil, Estados Unidos e outros países é interferência externa na política venezuelana.

SOBRE

Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.

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